Veja os resultados de outras Loterias

Mega
Lotomania
Quina
Lotofácil
Dupla
Timemania
Federal

Bailarino piauiense dribla preconceito dos pais e integra companhia em MG

  • Por:  
  • Publicado em Piauí
Publicidade

Miguel Eugênio se tornou bailarino de uma companhia de MG (Foto: Miguel Eugênio/Arquivo Pessoal)Miguel Eugênio se tornou bailarino de uma companhia de MG (Foto: Miguel Eugênio/Arquivo Pessoal)

O piauiense Miguel Eugênio, 21 anos, driblou o preconceito dos pais para abraçar sua maior paixão: a dança. Bailarino profissional contratado pela companhia mineira Sesiminas, Miguel conta que chegou a levar palmadas do pai e da mãe quando descobriram que ele fazia aulas às escondidas. Há três anos morando em Belo Horizonte, o jovem hoje tem que driblar a saudade imposta pelos mais de 1.600 km que os separa da família.

Miguel lembra que a inspiração para a dança nasceu dentro de casa. Ele já fazia aulas de teatro quando resolveu dançar assim como uma das duas irmãs que era bailarina. “Antes de dançar eu sempre pratiquei algo que mexesse o corpo como o handebol, capoeira, karatê, futsal, vôlei, basquete, atletismo. Mas foi ao participar do teatro, especificamente em aulas de expressão corporal, que eu realmente vi que me movimentava bem. Minha irmã foi a minha maior inspiração, então sempre que eu a via dançar tentava imitar, mas sem meus pais verem claro. Eles sempre acharam que a dança era algo feminino”, disse.

Miguel Eugênio com os pais (Foto: Miguel Eugênio/Arquivo Pessoal)Miguel Eugênio com os pais (Foto: Miguel Eugênio
/Arquivo Pessoal)

O primeiro convite para participar das aulas de dança foi feito professora de teatro. Miguel conta que ela chegou a ir na casa dele pedir permissão aos pais. “Meu pai sem querer ouvir, nem pensou duas vezes e a mandou embora”.

Mesmo com a resistência dos pais, aulas escondidas e algumas sessões de ‘surra’, Miguel não desistiu. Na verdade, ele diz que as surras que levou serviram para fazer com que tivesse ainda mais força de vontade.

“Meus pais sempre acharam que dança não era coisa de homem, então sempre que eu falava em dançar meus pais já brigavam comigo e me davam a maior bronca. Em 2009 aos 16 anos eu bem decidido comecei a frequentar aulas de dança popular (nada a ver com o estilo que me identifico) no Teatro do Boi às escondidas”.

O reconhecimento do talento artístico de Miguel Eugênio teve inicio após contato com o coreógrafo Sidh Ribeiro, que concedeu uma bolsa integral em sua academia, o Le Ballet Studio de Dança, em Teresina. Em um curto espaço de tempo, Miguel Eugênio disputou uma edição do Festival de Dança de Teresina e recebeu a indicação para participar o Youth American Grand Prix, em São Paulo, em 2011, uma das maiores competições de dança para jovens talentos no mundo inteiro.

Miguel Eugênio com Sidh Ribeiro (Foto: Miguel Eugênio/Arquivo Pessoal)Miguel Eugênio com Sidh Ribeiro (Foto: Miguel
Eugênio/Arquivo Pessoal)

Com ajuda do coreógrafo, os pais de Miguel conseguiram compreender que a dança não estava ligada a opção sexual e hoje o bailarino conta com a compreensão incondicional da família.

“O convite para vir para Minas Gerais veio no inicio desse ano de um amigo meu que estava na Companhia Sesiminas. Ele pediu pra eu enviar vídeos fazendo aula e dançando. Depois que eu enviei o coordenador entrou em contato comigo e disse que eu teria que estar na semana seguinte em BH para dançar na estreia do espetáculo três dias depois. Conversei com minha família, e sem condições de comprar a passagem em cima da hora, a empresa na qual a companhia é agregada comprou minha passagem e eu fui. Aceitei para realizar meu sonho de dançar em uma companhia clássica e também para poder ajudar meus pais financeiramente”, falou.

Em Belo Horizonte, Miguel tem conseguido se manter com o dinheiro que ganha como bailarino, algo que para ele não seria possível no Piauí. O jovem também tem ajudado os pais com o salário que recebe na companhia e pretende investir ainda na carreira de psicólogo.

“A Psicologia me atrai. Quero dançar por muito anos ainda até as juntas não aguentarem mais, de repente até os 50 quem sabe. Após isso vou exercer a minha carreira de psicólogo.


Adicionar comentário

Importante: O conteúdo postado neste espaço é de responsabilidade do autor.


Código de segurança
Atualizar

Entre para postar comentários