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Ataque de inseto que causa queimaduras aumenta em Teresina

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  • Publicado em Piauí
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Pequeno e muitas vezes confundido com uma formiga, o potó pode causar queimaduras de até terceiro grau na pele humana. Da família dos besouros e com o nome científico paederus irritans, o inseto é o mais temido pelos teresinenses no fim do período chuvoso e início do calor.

Ataques de potó aumenta no período quente (Foto: Catarina Costa/G1)Ataques de potó aumenta no período quente (Foto: Catarina Costa/G1)

Para a dermatologista Kamila Denise Santos, ao contrário do que se pensa, os potós não urinam nas pessoas e sim liberam uma substância tóxica armazenada no pelo do abdômen ao se sentirem ameaçados. "Estes insetos têm hábitos noturnos e gostam de lugares quentes do corpo humano, especialmente dobras como pescoço, antebraço e perna. Locais em que ele pode se acomodar e ao ser amassado liberar o líquido", explicou.

Especialista diz que é preciso ter cuidado para evitar infecção (Foto: Reprodução/TV Clube)Especialista diz que é preciso ter cuidado para
evitar infecção (Foto: Reprodução/TV Clube)
Vítima do besouro diz sentir ardência e coceira com queimadura (Foto: Gil Oliveira/G1)Vítima do besouro diz sentir ardência e coceira com
queimadura (Foto: Gil Oliveira/G1)

A especialista destacou ter triplicado o número de atendimentos por conta do potó e alertou os cuidados especiais para quem foi vítima do inseto. "Primeiro passo é não tocar na parte atingida para evitar que a substância espalhe para outras partes do corpo. Caso a pessoa perceba a queimadura na hora, que ela lave com água para tentar diluir a toxina. O ideal é procurar um médico para começar a usar uma pomada anti-inflamatória, evitando que o ferimento infeccione", relatou.

De acordo com Kamila Denise, em alguns casos a queimadura de potó pode gerar até uma infecção secundária, com secreção de pus. Neste caso é recomendado compressa para ajudar a secar as bolhas, evitar sol e uso de antibiótico. O uso de protetor solar também é proibido durante a cicatrização do ferimento, que pode demorar meses.

O motorista Gilmar Rodrigues, 51 anos, foi queimado na perna e já diz está acostumado ser atacado todo ano pelo inseto. "Não é a primeira vez, sempre quando chega esta época sou vítima do potó. Como viajo muito, acabo sendo presa fácil", contou.

Gilmar comentou que a queimadura incomoda nos primeiros dias, principalmente quando tem contato com a roupa. "Coça e arde, fica um pouco inflamado também. Uso pomada para queimaduras, mas já considero algo comum e com o tempo vai cicatrizar", disse

A dermatologista Kamila Denise informou ainda que os potós gostam de lugares claros e uma medida bem útil para evitar a chegada dos besouros em casa é trocar a luz branca pela luz amarela, pois eles são atraídos por esse tipo de iluminação para sua reprodução.


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