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Presos queimam objetos de delegacia, se arrependem e pedem ajuda no PI

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  • Publicado em Piauí
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Presos da Central de Flagrantes de Teresina colocaram fogo em seus próprios pertences dentro de uma cela e depois pediram socorro para chamar a atenção de agentes após um detento passar mal e outros tentarem uma possível fuga. Segundo a delegada Andréa Magalhães, presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Piauí, isso teria ocorrido nesta segunda-feira (27) porque os presos estão revoltados com a superlotação e o calor dentro da unidade.

Presos foram levados para o pátio da delegacia e passaram por vistoria (Foto: Juliana Barros/G1)Presos foram levados para o pátio da delegacia e
passaram por vistoria (Foto: Juliana Barros/G1)

“Alguns presos relatam que chegam a passar mal por conta das fortes temperaturas. Outro problema é a superlotação, pois isso já é um problema antigo. Os presos colocaram fogo em roupas para chamar a atenção dos agentes de plantão, mas devido a fumaça rapidamente eles mesmos apagaram”, relatou.

Ainda de acordo com Andréa Magalhães, desde a última sexta-feira (24) nenhum detento foi encaminhado para presidio e a central continua recebendo pessoas. “Atualmente na Central de Flagrantes tem pelo menos 43 presos e as celas tem capacidade para 12”, afirmou a delegada.

No mês de setembro, duas celas da Central de Flagrantes foram danificadas durante motim dos presos. Segundo o comandante de policiamento da capital, coronel Alberto Menezes, os agentes acionaram a Polícia Militar porque os 38 detentos estavam gritando, batendo nas grades das celas e quebrando algumas paredes. Os presos reclamavam alimentação e das péssimas condições do local.

Em agosto ocorreu uma rebelião na Central de Flagrantes de Teresina que durou sete horas. Na época, os presos reclamavam da superlotação do centro de triagem, que está com o triplo da capacidade. Já no dia 20 de julho, policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BpRone) foram acionados para fazer uma vistoria na Central de Flagrantes e localizaram três buracos feitos pelos detentos na parede de uma das celas da unidade e conseguiu evitar a fuga de pelo menos 18 presos.

Em novembro do ano passado, 21 presos fugiram da Central de Flagrantes após serrar a grade de uma janela. Uma semana antes a polícia já havia contido um tumulto feito pelos detentos que ameaçaram quebrar cadeados e fugir. O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí (Sindepol) chegou a enviar vários ofícios às secretarias de Segurança e Justiça solicitando a transferência dos detentos e alegou que não seria competência da Polícia Civil fazer a custódia de presos.


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