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Falta de peritos causa demora na liberação de corpos no IML do Piauí

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  • Publicado em Piauí
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A falta de peritos no Piauí é um dos motivos que emperram o andamento de investigações, principalmente de homicídios. Essa carência de profissionais e de estrutura no Instituto de Medicina Legal (IML) também é motivo de muito sofrimento para famílias que, às vezes, aguardam horas para a liberação do corpo de um parente.

No dia 6 deste mês às 2h da madrugada Maurício Matias morreu na estrada do bairro Jardim Europa, depois que a moto em que ele estava de carona bateu numa vaca e segundo o tio da vítima, Orlando Matias, o corpo chegou ao IML às 4h, mas só teria sido liberado às 10h da manhã.

“Quando nós chegamos no IML, ainda na madrugada, não tinha nenhum funcionário, nem sequer um recepcionista. Eu fui para resolver toda a parte de documentação, mas como meu sobrinho tinha o pai vivo e então o médico exigiu a presença dele, embora eu alegando que o mesmo já possui 83 anos e não tinha condições de ir até o local”, relatou.

Em julho deste ano a TV Clube mostrou o caso do aposentado Manoel Romão, que teve o corpo velado e quase enterrado em Piripiri, mesmo estando vivo, tudo porque os parentes se confundiram na hora de reconhecer o corpo, situação que não aconteceria se o reconhecimento fosse por pericia, segundo o perito papiloscopista Francisco Wilson Leal.

“Poderia ter sido evitado se houvesse a obrigatoriedade dentro do IML a obrigatoriedade um núcleo de necropapiloscopia, assim, a chance de duas ou mais famílias reclamarem o mesmo corpo seria zero”, argumentou.

O perito papiloscopista é fundamental também na hora de elucidar crimes. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Piauí, o departamento de Polícia Científica dispõe de apenas dois peritos por plantão para cobrir todo o estado. Isso pode ser resultado da baixa eficiência, já que apenas 10% dos homicídios que ocorrem no Piauí são esclarecidos.

“No local de crime é de extrema importância a participação do perito papiloscopista para elucidar, roubos, furtos e homicídios e até mesmo latrocínio, através de exames periciais”, disse o presidente da Associação de Peritos Papiloscopistas, Marcos Pinheiro.

O delegado geral, James Guerra, informou que o número de peritos é suficiente no Piauí. Em alguns casos o corpo demora a ser liberado do Instituto de Medicina Legal porque requer uma perícia mais detalhada. Ele também reforçou que são dois peritos por dia e mais um plantonista e que nenhum caso está pendente por falta de perícia.


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