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'Está acontecendo um genocídio a pacientes no Piauí', denuncia médico

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  • Publicado em Piauí
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Reunião aconteceu na sede do CRM-PI (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Reunião aconteceu na sede do CRM-PI (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Depois de sete dias da polêmica envolvendo dois mandados de prisão contra médicos do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e do Hospital Getúlio Vargas (HGV) no Piauí, que se recusaram a receber pacientes por falta de leitos na UTI, o Conselho Regional de Medicina do Piauí e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira fizeram uma reunião a para tratar sobre o assunto nessa segunda-feira (13).

Presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Fernando Dias (de preto) (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Presidente da Associação de Medicina Intensiva,
Fernando Dias (de preto) (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Durante a reunião na sede do CRM, em Teresina, o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Fernando Dias, disse que várias mortes poderiam ser evitadas e classificou como um genocídio a situação da saúde pública no estado. “O que está acontecendo no Piauí é um verdadeiro genocídio. Pessoas que poderiam ser tratadas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão morrendo por falta de vaga, a situação é lamentável”, afirmou.

Ainda de acordo com o médico, em uma vistoria nos dois maiores hospitais de urgência e emergência do Piauí a situação mais grave foi a do HUT. “Esse hospital atende pacientes do Maranhão, Pará, Tocantins e do próprio estado, sobrecarregando o atendimento. Faltam profissionais e o mais grave, existe um déficit de pelo menos 50 leitos”, relatou.

Fernando Dias denunciou ainda que na vistoria ele presenciou pacientes agonizando e outros morrendo nos corredores do hospital por falta de vaga na UTI.  “Eu fiquei abismado com a situação, pude presenciar pessoas morrendo agonizando em locais inadequados, pacientes que precisavam de uma Unidade de Terapia Intensiva, mas por falta de vagas eles morreram. É triste uma situação assim”, declarou Dias.

Entenda o caso
No último dia 7 desse mês, médicos do Hospital de Urgência de Teresina e do Hospital Getúlio Vargas tiveram voz de prisão decretada após recusarem receber dois pacientes que apresentaram ordem judicial de internação. A Justiça expediu liminar especial para que fossem disponibilizados leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo os diretores das unidades de saúde, apesar do atendimento ter sido feito horas depois, um oficial de justiça acompanhado de policiais, foi nos hospitais para prender os plantonistas.


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