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'Faltam fisioterapeutas nas UTIs neonatais em Teresina', diz Conselho

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  • Publicado em Piauí
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O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional do Piauí (Crefito), Marcelino Martins, denunciou nesta segunda-feira (13) a falta dos profissionais da área nas maternidades e hospitais da rede pública e privada de Teresina. Segundo ele, o governo do estado está descumprindo a portaria do Ministério da Saúde, que determina a permanência de fisioterapeuta em tempo integral nas Unidades de Terapias Ocupacionais (UTIs) neonatais.

De acordo com Marcelino Martins, a Maternidade Dona Evangelina Rosa e o Hospital Infantil Lucídio Portela operam com um número abaixo do que o necessário. “Na Evangelina Rosa, existem cerca de 15 profissionais, quando o necessário seriam pelo menos mais 40. No Hospital Infantil, trabalham apenas 12 e a necessidade é de mais 15”, afirmou o presidente.

Conforme o órgão, a ausência desses profissionais pode levar a óbito os recém-nascidos prematuros, que nascem com deficiências neurológicas e musculares que dificultam a sua sobrevivência. “O que temos são fisioterapeutas nas UTIs apenas até às 22h, ficando deste horário até às 7h sem um profissional. Se ocorrer alguma intercorrência nesse intervalo, o bebê pode vir a óbito”, alertou Marcelino Martins.                

Durante a sessão solene na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), em comemoração ao dia do fisioterapeuta, o presidente do Crefito declarou ainda denunciar as irregularidades ao Ministério Público Estadual. Ele pediu também melhorias de trabalho e salarial para os mais de dois mil profissionais da área.

Resposta
O superintendente de Assistência à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Pedro Leopoldino, reconheceu que o número de fisioterapeutas nos hospitais é baixo, mas por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal não pode chamar novos profissionais para as UTIs neonatais. "Não estamos descumprindo a lei, mas a questão é que nos encontramos atualmente com o orçamento esgotado e por ordem do Tribunal de Contas não podemos contratar mais até que a situação se equilibre. Sabemos da falta de fisioterapeutas, mas por enquanto não há o que fazer", informou.


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