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IML demora mais de seis horas e vizinhos usam cavaletes para proteger corpo

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  • Publicado em Piauí
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Vizinhos fazem proteção com cavaletes para o corpo (Foto: Daniel Cunha/G1)Vizinhos fazem proteção com cavaletes para o corpo (Foto: Daniel Cunha/G1)

Um homem foi assassinado com quatro disparos de arma de fogo na manhã deste domingo (19) no povoado Árvore Verde, Zona Leste de Teresina, por volta das 7h30. A polícia, que foi acionada minutos após o crime, isolou o corpo para que pudesse ser periciado, e o mesmo ainda aguarda recolhimento pelo Instituto Médico Legal(IML) até às 14h. Com a demora, vizinhos revoltados improvisaram uma proteção contra sol feita a partir de cavaletes de propaganda eleitoral.

De acordo com o sargento Raimundo Oliveira, que acompanha o caso, a polícia ainda não possui um suspeito para a autoria do assassinato do comerciante reconhecido como Carlos César de Sousa Viana, mas segundo informações de populares, o crime teria sido cometido por um motoqueiro que emboscou a vítima na rua de sua própria residência. Como os familiares ainda esperam a retirada do corpo por parte do IML, os policiais continuam no local para garantir que o cadáver não seja removido. Para o sargento, a situação é constrangedora.

“Chegamos por volta das 7h40 e isolamos o local aguardando a perícia. Infelizmente a viatura do IML nunca chegou e tivemos que ficar aqui esperando. Acho isso tudo uma grande falta de respeito com o cidadão e com a família, que além de perder um parente, tem que observar seu cadáver assim, aguardando no meio da rua à espera de uma viatura para retirar o corpo” conta o policial.

O professor Kleison Sousa, sobrinho da vítima, conta que o assassino possa ter algo relacionado com uma briga na qual seu tio participou dias antes, e que por este motivo estaria sendo ameaçado de morte desde então. Segundo o familiar, a tristeza pela perda do tio se mistura com a revolta de esperar por mais de cinco horas a chegada de uma viatura para recolher o cadáver.

“É inadmissível que uma família tenha que ver o corpo de um ente querido estendido no chão dessa maneira por tanto tempo assim. Já estamos aqui esperando há mais de cinco horas e o IML nunca apareceu e nem mesmo a polícia sabe do paradeiro da viatura. Acho que se o corpo fosse de um cidadão rico, o tratamento seria diferente” lamenta o sobrinho.

A reportagem do G1 aguardou no local até o início da tarde, mas sem presenciar a chegada do veículo do Instituto Médico Legal. A demora e incerteza do horário de recolhimento do corpo forçou os vizinhos a improvisarem uma proteção feita com cavaletes de propaganda eleitoral e um lençol, a fim de resguardar o cadáver do desgaste provocado pela alta temperatura dos raios solares.


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