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Após ação criminosa, duas escolas de Teresina suspendem as aulas

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  • Publicado em Piauí
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Duas escolas da Vila Irmã Dulce, uma estadual e outra municipal, estão sem aulas por causa da violência na região. Os professores, pais e alunos da Escola Municipal Raimundo Nonato Monteiro Santana e do Colégio Estadual Dom Helder Câmara, na Zona Sul de Teresina, se reuniram na terça-feira (16) com representantes da polícia e da Secretaria Municipal de Educação para cobrar providências.

A última ação dos bandidos na escola Municipal Raimundo Nonato Monteiro Santana chocou professores e alunos. Segundo testemunhas, três menores pularam o muro da escola e tinham como alvo um aluno, que por coincidência, estava no pátio. O aluno foi espancado e os agressores fugiram ameaçando funcionários caso a polícia fosse acionada. O motivo da agressão é desconhecido, mas segundo Aradenis Santos, mãe de aluno, a briga entre grupos rivais é comum e acabam por parar dentro da escola.

Revoltados com as constantes invasões, professores, pais e alunos se reuniram com representantes da polícia e da Secretaria Municipal de Educação para pedir providências. “Nós vamos buscar o comando da Polícia Militar para firmar um convênio para termos policiais, quando em folga, para prestar serviços para a educação do município. Sem nenhuma despesa para o Estado, sem nenhuma despesa para a Polícia”, explicou o secretário municipal de Educação, Kléber Montezuma.

No Colégio Estadual Dom Helder Câmara, onde 1.340 alunos estão matriculados, as aulas também foram suspensas e os motivos são os assaltos e arrombamentos. Uma professora que não quis se identificar foi ameaçada após presenciar um discursão. “Desde o dia que pegamos a nossa lotação a gente tem consciência que trabalha em uma área de risco, mas há algum tempo nós tínhamos a escola como um lugar seguro. Só que agora não é mais assim”, disse.

Episódios de violência têm comprometido o aprendizado dos alunos e deixado a comunidade apreensiva. “Os bandidos estão invadindo mesmo e os professores estão todos com medo e se não resolver essa questão é arriscado até fechar as escolas e não ter mais aula”, falou Rogério Santos, vigilante comercial.

O coronel Márcio Oliveira, subcoordenador de Operações da Polícia Militar, afirmou que já foram tomadas algumas providências como, por exemplo, solicitar o Pelotão Escolar para intensificar as fiscalizações. “Vamos intensificar também as rondas e conversar com os diretores das escolas para identificar os horários de maior risco. Em relação às parcerias, qualquer medida que venha ajudar é muito bom, mas tem que ser feita pelo legal da coisa. Uma sugestão que apresentamos para a prefeitura é a criação de uma Guarda Municipal, pois somos a única capital que não tem uma guarda municipal”, relatou.

O coronel afirmou ainda que existem problemas com os próprios alunos, pois alguns estão envolvidos com os crimes e usam a escola para sair de uma possível internação. “Não temos um problema apenas de polícia, temos um problema social. São diversos outros problemas que também influenciam para que o problema aumente, mas a Polícia vai tomar as providências cabíveis”, disse.


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