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Casal de detentas registra 1ª união estável dentro de penitenciária do PI

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  • Publicado em Piauí
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Casal trocaram as alienças dentro da Penitenciária Feminina de Teresina (Foto: Carlienne Carpaso/G1)Casal trocou as alianças dentro da Penitenciária Feminina de Teresina (Foto: Carlienne Carpaso/G1)

“Nada de armário fechado dentro da prisão”, afirmou a diretora da Penitenciária Feminina de Teresina, Socorro Godinho, durante a celebração da primeira união estável entre duas detentas no Piauí. A solenidade oficializou perante o provimento de Nº24/2012 da Corregedoria Geral da Justiça do Piauí, após a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a relação de Mairla Santos e Everoneide de Sousa. Para a Mairla, “o sonho agora é sair da cadeia e ter uma vida feliz”.

Casal ganhou uma pequena comemoração (Foto: Carlienne Carpaso/G1)Casal ganhou uma pequena comemoração (Foto:
Carlienne Carpaso/G1)

Mairla tem 23 anos e está presa há sete meses, sendo sentenciada a quatro anos e dez meses por roubo. Já Everoneide, de 36 anos, está reclusa há sete meses e será julgada no dia 24 de setembro por tráfico de drogas. Ambas possuem três filhos de outras relações, que estão sob a tutela de parentes. A diretora Socorro Godinho explicou ainda que as detentas não vivem como um casal.

“Elas ficam em celas separadas e se veem durante o banho de sol ou em outras atividades sociais. E, assim como qualquer outro casal, elas têm o direito à visita íntima conforme a lei”, disse Socorro.

O corregedor geral do Piauí, desembargador Sebastião Ribeiro Martins, comentou que “as duas mulheres estão apenas com o direito de ir e vir restritos pela justiça, mas que elas têm o direito de terem todos os outros respeitados”.

Sobre como o casal se conheceu, Everoneide declara que foi antes das prisões acontecerem na casa de sua irmã, no bairro Parque Piauí, na cidade de Timon, no Maranhão.  “Ela ajudava a minha irmã a cuidar dos filhos dela. Foi amor a primeira vista. Depois a gente começou a se conhecer melhor e a namorar. Isso já faz uns três anos e estava na hora de formalizar. Eu que a pedi em casamento”, acrescentou Everoneide.

Corregedor Sebastião Ribeiro discursou durante solenidade (Foto: Carlienne Carpaso/G1)Corregedor Sebastião Ribeiro discursou durante
solenidade (Foto: Carlienne Carpaso/G1)

A celebração da União Estável encerrou a programação da 10ª Semana do Orgulho de Ser, promovida pelo Grupo Matizes. Marinalva Santana, membro do Grupo Matizes, destacou que em agosto deste ano a entidade foi convidada a ir até a penitenciária para esclarecer dúvidas das detentas sobre o casamento e a união civil estável.

“Nós fomos procuradas porque algumas detentas demostraram interesse em formalizar a união. Então, nós nos comprometemos a viabilizar esse momento tão importante na vida delas. Além desse casal, tínhamos outros dois, mas que por problemas na documentação e demais motivos não estão participando”, finalizou Marinalva.


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