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Família espera há um ano processo que apura morte de jovem em protesto no Piauí

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  • Publicado em Piauí
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Família de Paulo Patrick (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Família de Paulo Patrick denuncia que investigação sobre morte está parada  (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

A família do estudante Paulo Patrik, 14 anos, morto em um dos protestos que aconteceram no ano passado, ainda aguarda o resultado do processo que investiga se o taxista teve ou não responsabilidade no atropelamento do adolescente. Patrik foi atingido por um táxi no dia 26 de junho enquanto caminhava na Avenida João XXIII, Zona Leste de Teresina. Ele ficou em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva por 10 dias e teve morte encefálica decretada no dia 6 de julho. Segundo o advogado da família, Walber Coelho, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, mas o órgão não deu parecer sobre o caso.

"O laudo da Polícia Rodoviária Federal indicou que o motorista não teve culpa e o atropelamento foi causado por negligencia de Patrick, mas o Ministério Público ficou com o processo e pediu investigações complementares para ouvir outras pessoas, além de adicionar provas técnicas, como laudos e mais provas. Somente depois disso é que o órgão dará parecer sobre o inquérito, indicando para o juiz se o caso foi doloso ou culposo”, explicou o advogado da família.

Adolescente foi atropelado por taxista durante manifestação em julho de 2013 (Foto: Elis Regina/ Arquivo Pessoal)Jovem foi atropelado por taxista durante protesto
em junho de 2013 (Foto: Elis  Regina/Arquivo)

A mãe de Paulo Patrick, Elis Regina, não concorda com o laudo da PRF e denuncia que a investigação da morte do filho está parada. “O Ministério Público pediu prazo para recolher provas e até agora não fez nada. Além disso, não concordo com a perícia afirmar que meu filho saltou a mureta central da ponte da Avenida Frei Serafim e se jogou na frente do carro. O Patrick jamais faria isso de propósito. Cadê as imagens das câmeras e fotos do momento da colisão? Estas imagens nunca apareceram”, reclamou.

"Tínhamos a esperança de que a morte do Paulo servisse para mudar alguma coisa", diz mãe (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Mãe contesta laudo da PRF que afirma negligência
de Patrick (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Para Elis Regina, o adolescente morreu por conta da irresponsabilidade do taxista e revelou ter mudado a rotina de toda a família após a morte do filho. "Nós mudamos de casa porque a antiga era cheia de lembranças do Patrik. Os irmãos não suportaram viver no mesmo lugar sem a presença dele e tudo mudou na nossa vida. A famíla começou a ocupar todo tempo livre para diminuir um pouco o sofrimento", comentou.

Ela destacou que ainda recebe orações de várias pessoas sensibilizadas com a morte do seu filho e por isso começará a divulgar nas redes sociais a missa de um ano da morte de Patrick. A cerimônia acontecerá no dia 5 de julho.

 


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