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São Paulo terá campanha mais cara para governador; Acre, a mais barata

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  • Publicado em Piauí
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A campanha eleitoral pelo cargo de governador de São Paulo será a que consumirá mais dinheiro dentre os 26 estados e o Distrito Federal, de acordo com as estimativas de despesa  entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral no último sábado (5). São Paulo terá nove concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes.

CUSTO DAS CAMPANHAS A GOVERNADOR POR ESTADO

Unidade da federação

Candidatos

Gasto total previsto

São Paulo

9

R$ 324.000.000,00

Rio de Janeiro

7

R$ 185.910.000,00

Distrito Federal

6

R$ 143.000.000,00

Alagoas

9

R$ 142.500.000,00

Ceará

4

R$ 140.800.000,00

Bahia

6

R$ 123.650.000,00

Goiás

7

R$ 121.400.000,00

Minas Gerais

8

R$ 113.830.000,00

Mato Grosso

5

R$ 110.000.000,00

Paraná

8

R$ 108.025.000,00

Mato Grosso do Sul

6

R$ 94.411.616,16

Santa Catarina

8

R$ 84.532.000,00

Rondônia

5

R$ 80.500.000,00

Paraíba

6

R$ 78.540.000,00

Tocantins

5

R$ 70.499.000,00

Maranhão

6

R$ 64.100.000,00

Pará

6

R$ 64.100.000,00

Rio Grande do Norte

5

R$ 59.760.000,00

Rio Grande do Sul

8

R$ 53.915.000,00

Pernambuco

6

R$ 50.045.000,00

Piauí

7

R$ 48.201.000,00

Sergipe

5

R$ 41.050.000,00

Amazonas

7

R$ 32.240.000,00

Espírito Santo

5

R$ 30.000.000,00

Roraima

4

R$ 27.050.000,00

Amapá

7

R$ 22.010.000,00

Acre

4

R$ 15.950.000,00

TOTAL

169
 

R$ 2.430.018.616,16

Somados os gastos previstos pelos 169 candidatos a governador em todo o país, a despesa total soma R$ 2,43 bilhões. A cifra é equivalente ao valor do orçamento previsto para 2015 de um município como Niterói (RJ), com quase 500 mil habitantes.

A previsão de gasto dos 11 candidatos a presidente é de R$ 916 milhões – Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos estimam gastar, juntos, quatro vezes mais do que a soma dos outros oito adversários.

A campanha para o governo do Rio de Janeiro será a segunda mais cara na comparação com os demais estados, com custo de até R$ 185,9 milhões, de acordo com os sete candidatos. O Distrito Federal, com seis candidatos, tem a terceira campanha mais cara – o limite de gastos total, segundo a previsão dos partidos, é de R$ 143 milhões.

No Acre, a campanha ao cargo de governador deve ser a mais barata, com custo estimado pelos quatro candidatos ao governo de até R$ 15,9 milhões. O Amapá terá a segunda eleição mais barata – os sete candidatos ao governo estimam gastos de até R$ 22 milhões.

Campanhas mais caras
A soma das despesas previstas dos dez candidatos a governador com as campanhas mais caras (R$ 748 milhões) corresponde a 30% do total de gastos de todos os candidatos a governador do país.

Os três primeiros desses dez são de São Paulo: Paulo Skaf, do PMDB (R$ 95 milhões); Alexandre Padilha, do PT (R$ 92 milhões); e Geraldo Alckmin, do PSDB (R$ 90 milhões).

Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, deve ter a quarta campanha ao governo mais cara: R$ 85 mil. O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que tenta a reeleição, tem a quinta campanha com maior custo previsto, de R$ 70 milhões.

Regras para gastos
A Lei das Eleições prevê que, em todas as disputas, o Congresso deve aprovar até 10 de junho uma outra lei que defina os limites de gastos das campanhas por cada candidato. Como isso não ocorreu, cada partido fixou internamente o teto das despesas.

Entre os custos previstos na campanha estão propaganda, principalmente na TV, transporte com automóveis ou jatinhos, por exemplo, e pagamento de cabos eleitorais.

Assim como nas eleições anteriores, neste ano os candidatos poderão receber doações de empresas privadas para aplicar nas campanhas.

No ano passado, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal considerou ilegal que empresas doem a políticos, mas o julgamento não foi concluído. Se a maioria se mantiver e o julgamento terminar, a proibição só deverá valer a partir de 2016.

 

AS DEZ CAMPANHAS PARA GOVERNADOR MAIS CARAS DO PAÍS                                               

Candidato

UF

Gasto estimado

Paulo Skaf (PMDB)

SP

R$ 95.000.000,00

Alexandre Padilha (PT)

SP

R$ 92.000.000,00

Geraldo Alckmin (PSDB)

SP

R$ 90.000.000,00

Luiz Fernando Pezão (PMDB)

RJ

R$ 85.000.000,00

Agnelo Queiroz (PT)

DF

R$ 70.000.000,00

Eunício Oliveira (PMDB)

CE

R$ 67.000.000,00

Rui (PT)

BA

R$ 65.000.000,00

Camilo (PT)

CE

R$ 64.000.000,00

Pimenta da Veiga (PSDB)

MG

R$ 60.000.000,00

Lindbergh Farias (PT)

RJ

R$ 60.000.000,00

 


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