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Polícia acredita que empresário tenha sido vítima de execução em Teresina

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  • Publicado em Piauí
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A Delegacia de Homicídios responsável pelas investigações do crime contra o empresário Isael Alves Pereira, 69 anos, morto a tiros por bandidos na quinta-feira (7) em Teresina, trabalha com várias linhas de investigação, mas a mais forte é a de execução. Segundo o delegado Higgo Martins, após fechar a distribuidora de bebidas, o empresário entrou com uma ação trabalhista contra os ex-sócios alegando que além de sócio era diretor e funcionário da empresa. A audiência estava marcada para setembro. A polícia tenta descobrir se há alguma relação com o assassinato.

Delegado HIggo Martins investiga o caso (Foto: Juliana Barros/G1)Delegado HIggo Martins investiga o caso (Foto:
Juliana Barros/G1)

“Conseguimos conversar um pouco com o filho que dirigia o carro no momento do crime e ele nos informou que não teve nenhum anúncio de roubo, por isso execução é a hipótese mais forte. A família nos confirmou a existência dessa reclamação trabalhista, com isso seguimos atrás de mais investigações. Quando ele fechou a distribuidora, entrou com uma reclamação trabalhista contra os ex-sócios, e a audiência para essa ação foi marcada primeiramente para o mês de janeiro de 2015, mas devido a idade já avançada do empresário a audiência foi antecipada para setembro deste ano. Estamos investigando se há alguma relação com isso”, explicou.

Empresário é morto na Zona Leste de Teresina (Foto: João Neto/ TV Clube)Empresário é morto na Zona Leste de Teresina
(Foto: João Neto/ TV Clube)

Ainda segundo o delegado a forma do crime também sustenta a ideia de execução e mostra que o suspeito pelos disparos tinha conhecimento da rotina da vítima. “As caraterísticas mostram que o motoqueiro agiu sozinho, pelo menos ainda não conseguimos identificar nenhum suporte de outra moto ou de um carro. O motoqueiro estava de capacete, parou a moto ao lado do carro, confirmou que era o empresário e realizou os disparos, uma ação muito fria e calculada. Ainda não temos como dizer se o empresário foi seguido desde casa, estamos recolhendo imagens das câmeras, mas o que sabemos é que há mais ou menos um ano ele sempre realizava aquele caminho, o que pode ter servido de informação”, contou.

O empresário passou a fazer o caminho durante toda a semana para uma clínica de fisioterapia, após sofrer uma suposta tentativa de assalto em Amapá, onde foi alvejado com quatro tiros. “A família nos passou um histórico da vítima e nos informou que, após sair da distribuidora, ele foi para o Amapá e lá sofreu uma tentativa de assalto onde foi alvejado com quatro tiros. Nessa época ele já tinha saído da distribuidora e tinha ingressado com a reclamação trabalhista, segundo informou a família. Não temos como informar que esse fato foi uma tentativa de homicídio e se tem alguma relação com a morte do empresário, nós temos essa informação que é uma informação relevante, mas não quer dizer que tenha sido esse o motivo”, disse.

A delegacia ainda aguarda as imagens das câmeras melhoradas e o depoimento de algumas pessoas que estavam no momento do crime, além da investigação de outros fatos para fechar o caso e identificar os autores e motivos do crime.


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