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Intensivistas ameaçam deixar cargos após médicos terem prisão decretada

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  • Publicado em Piauí
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A prisão decretada de três médicos que recusaram receber dois pacientes com ordem judicial de internação por falta de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Urgência de Teresina e Hospital Getúlio Vargas, causou revolta entre os intensivistas que ameaçam entregar os cargos nesta terça-feira (7). Segundo Kelson Veras, presidente da associação da categoria, os profissionais de saúde estão sem condições de trabalhar com medo de serem presos.

"É a primeira vez que vejo isso, médicos no exercício da sua profissão tendo a sua prisão decretada. Estamos nos sentindo sem condições de continuar trabalhando, pois os responsáveis por darem um fim nesta situação da falta de leitos não estão querendo resolver o problema. Nós, intensivistas, estamos receosos pelo o que podemos vir a sofrer por exercer adequadamente nossas atividades. A população tem que entender que o médico não é responsável por criar uma vaga na UTI, pois para isto era preciso tirar uma pessoa do leito e isto significa a morte deste paciente. O profissional seria irresponsável se fizesse isso", destacou.

Representante dos intensivistas falou sobre falta de leitos de UTI (Foto: Reprodução/Tv Clube)Representante dos intensivistas falou sobre falta
de leitos de UTI (Foto: Reprodução/Tv Clube)

Para o presidente da Associação dos Médicos Intensivistas, a falta de leitos na UTI já causou 500 mortes em três meses somente no HUT em 2014, mas há quatro anos a categoria vem denunciando o problema de vagas às autoridades. "Comunicamos os gestores, à Justiça, Ministério Público, Conselho Regional de Medicina sobre as condições inadequadas de pacientes graves no Hospital de Urgência de Teresina e nós não temos tido resposta que atenda a gravidade do problema", contou.

Existem em todo o Piauí 170 leitos de Unidade de Terapia Intensiva, sendo 46 vagas no HUT, que recebe em média 200 pacientes diariamente, e 16 no HGV, unidade responsável por cirurgias complexas no estado. De acordo com os médicos, o ideal seria a existência de mais 300 leitos para atender a população.

Como solução, o médico Kelson Veras frisou a união entre estado, governo federal e município, como também levantou a possibilidade de decretar um estado de calamidade pública. "A solução deve ser construída, não dá para as autoridades ficarem com promessas. O que não pode é nós estarmos esses anos todos denunciando a falta de leitos de UTI e sermos presos por cumprir a medicina", concluiu.


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