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Estudante dá exemplo e transforma projeto acadêmico em ação ambiental

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  • Publicado em Piauí
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Nesta quinta-feira (5), dia em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o G1 conta a história da estudante de direito Juliana Guerra, 24 anos, que transformou um projeto acadêmico em campanha social que busca a preservação dos Rios Parnaíba e Poti, em Teresina. Para ela, a ação pode até não mudar o mundo, mas contribui para despertar a consciência ecológica em milhares de pessoas.

Juliana Guerra lidera campanha contra poluição nos rios de Teresina (Foto: Gil Oliveira/ G1)Juliana Guerra lidera campanha contra poluição nos rios de Teresina (Foto: Gil Oliveira/ G1)

A campanha criada por Juliana Guerra tem o tema “Salve os Rios Poti e Parnaíba”, ganhou o Facebook e em pouco mais de um mês já conquistou mais de 1.300 seguidores. “Tudo começou a partir de um trabalho acadêmico, mas percebi que essa conscientização ecológica não podia ficar apenas na faculdade e resolvi encabeçar essa campanha”, contou Juliana.

Galeria de águas pluviais derram esgoto sem tratamento no Rio Parnaíba, em Teresina (Foto: Gil Oliveira/ G1)Galeria de águas pluviais derram esgoto sem
tratamento no Rio Parnaíba (Foto: Gil Oliveira/ G1)

Sem saber da dimensão que ganharia sua iniciativa, a estudante anteriormente usava o seu perfil na rede social para divulgar fotos do rio poluído e pedir para que as pessoas compartilhassem as imagens. No entanto, ela precisou uma perfil próprio para a ação. “Marcava os amigos nas fotos e para incentivá-los a compartilhar as imagens sorteava brindes para que se engajassem na divulgação. Depois, percebi que tinha que criar uma página própria para a campanha que começou a ganhar grande proporção”, explicou.

O poder público e sociedade têm que perceber a extrema importância para a realização de políticas públicas e ações que visem não só a retirada de resíduos dos rios, mas também a promoção da educação ambiental como fator de mudança"
Juliana Guerra, 24 anos, estudante.

Para Juliana, que é funcionária na Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a rotina no órgão lhe ajudou a construir a ideia do projeto acadêmico e a despertar para importância da campanha. “Recebíamos muitas denúncias de agressão ao rio e tínhamos que conferir isso de perto. Conheço os problemas que mostro através das imagens publicadas na rede social, entre eles o fato de apenas 17% da rede de esgoto da cidade ser tratada e todo o restante é jogado no rio sem nenhuma espécie de tratamento”, denuncia.

Foto mostra proliferação de plantas aquáticas resultado da poluição no Rio Poti, no período de verão (Foto: Gil Oliveira)Foto mostra proliferação de plantas aquáticas
resultado da poluição no Rio Poti (Foto: Gil Oliveira)

Sem apontar os culpados, Juliana acredita que é preciso o engajamento não só do poder público, mas também da sociedade para resolução do problema. “O poder público e sociedade têm que perceber a extrema importância para a realização de políticas públicas e ações que visem não só a retirada de resíduos dos rios, mas também a promoção da educação ambiental como fator de mudança. A retirada do lixo, aguapés e bancos de areias dos rios são medidas paliativas que resolveram o problema temporariamente”, disse Juliana.

A campanha de Juliana está fazendo tanto sucesso que foi além das redes sociais e já chegou às salas de aulas de crianças do ensino fundamental da periferia de Teresina. “Já fui convidada e estou dando palestras em escolas da rede pública de ensino, tentando despertar nas crianças essa consciência ecológica desde cedo. Assim, no futuro teremos cidadãos conscientes e preocupados com a preservação do meio ambiente”, avalia.

A estudante relata que ao começar o projeto alguns colegas disseram que estava indo longe demais. “Diziam que o projeto valia apenas uma nota e que não deveria achar que ia mudar o mundo, mas fui teimosa e continuei com a campanha. Hoje, os professores, colegas de trabalho, empresas e amigos me ajudam, patrocinando o projeto, doando camisas de times do futebol e para sortear entre as pessoas que curtem a página e ajudam a divulgar a campanha”, destaca Juliana. 

Fazendo jus ao sobrenome Guerra, Juliana disse que não irá desistir fácil e sua campanha só terá fim quando Teresina atingir 100% da cobretura da rede de esgoto e os resíduos não forem mais despejados nos rios. “Esses dois rios foram o alicerce do desenvolvimento da nossa cidade, precisamos preservá-los agora. Algumas pessoas só vão despertar para isso quando faltar água em suas casas ou perceberem que a poluição está afetando a qualidade da água que consumimos. Só vou parar quando o esgoto for todo tratado”, enfatiza Juliana.

 


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