Henrique Áreas, do PCO, defende fim da Polícia Militar e armamento da população

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  • Publicado em Política
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O candidato do PCO à prefeitura de São Paulo, Henrique Áreas, foi o entrevistado de hoje (23) na série de sabatinas promovidas pela TV Brasil em parceria com o jornal El País.
Áreas defendeu a extinção da Guarda Municipal e da Polícia Militar e culpou os meios de comunicação por sua baixa preferência entre os eleitores nas pesquisas de opinião.
O representante do PCO no pleito foi o nono concorrente ao cargo a participar da sabatina. Dos 11 candidatos à prefeitura de São Paulo, apenas dois não aceitaram o convite: Celso Russomano (PRB) e Marta Suplicy (PMDB).
A entrevista ao vivo com Áreas foi transmitida hoje na edição especial do Repórter SP, telejornal local da TV Brasil.

Nascido em Ribeirão Preto, Henrique Áreas tem 31 anos e é o mais jovem entre os 11 candidatos. Ele é formado em Política e Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) de 2012 a 2015 e até o final do ano passado era funcionário dos Correios.

Pesquisa

O candidato culpou os grandes meios de comunicação pelo fato de não ter pontuado na pesquisa de intenção de voto feita pelo Instituto Datafolha e por ter alcançado 19% quando a pergunta era em quem o eleitor não votaria.

Áreas reclamou da falta de espaço na mídia para apresentação de suas propostas e considerou antidemocrático o novo modelo de campanha eleitoral, que reduziu o tempo de propaganda para partidos sem representação na Câmara dos Deputados, caso do PCO. “A eleição está sob o controle dos grandes monopólios de imprensa, que ignoram a nossa candidatura”, criticou.

Fim da PM e armamento da população

Henrique Áreas defende o fim da Guarda Municipal e a extinção da Polícia Militar, apesar de a corporação estar vinculada ao governo estadual e não à prefeitura.

O candidato do PCO também é a favor do armamento da população e diz acreditar que, em que vez de uma estrutura estatal de segurança pública, as associações de bairros deveriam eleger os seus representantes para cuidar da segurança. “A população tem direito ao armamento e tem condições de se organizar”, defendeu.

Perguntado se isso não seria um retrocesso, já que os dados mostram que a cidade de São Paulo tinha índice de violência maiores antes das campanhas de desarmamento, Áreas disse não confiar nessas estatísticas.

Outra proposta do candidato do PCO que está fora das atribuições do Executivo municipal é o reajuste do salário-mínimo. Áreas defendeu que o piso seja de R$ 4 mil, que, segundo ele, é o salário-mínimo ideal para a garantia da sobrevivência, como determina a Constituição Federal.

Na área econômica, o candidato também defendeu o calote das dívidas dos trabalhadores com banqueiros.

Redução da velocidade e multas

Sobre a redução da velocidade no trânsito e da multiplicação de radares na cidade pela atual gestão, um dos temas mais debatidos entre os candidatos à prefeitura paulistana, Áreas classificou a medida de repressora. No entanto, não admitiu que esse posicionamento o coloca do mesmo lado de candidatos considerados mais conservadores, como o representante do PSB no pleito, João Dória Júnior.

O candidato fez inclusive ataques aos tucanos, ao condenar o sistema de concessão nas estradas estaduais com cobrança de pedágio. Para Áreas, é necessário melhorar o transporte público, mas sem penalizar o trabalhador que usa o veículo próprio para seus deslocamentos.

Segundo turno

Perguntado se seu partido pode apoiar o candidato à releição pelo PT, Fernando Haddad, caso o prefeito chegue ao segundo turno, Áreas disse que orientará seus eleitores a votar nulo.

Com informações da Agência Brasil

 


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