Imprensa internacional acompanha ambiente de tristeza dos moradores de Chapecó

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Alguns dos principais jornais e emissoras de rádio e televisão internacionais enviaram repórteres para a cidade catarinense de Chapecó.
Os repórteres falam do ambiente de tristeza no município e descrevem o esforço dos moradores para entender e processar a tragédia que ocorreu com a equipe de futebol Chapecoense.
O jornal norte-americano The Wall Street Journal lembra que o jato britânico Aerospace 146, de uma empresa aérea boliviana, deveria levar os atletas para o jogo de sua vida - a primeira etapa das finais da Copa Sul-Americana, marcando a ascensão da Chapecoense ao topo do futebol brasileiro e sul-americano.
Destaque O jornal espanhol El País mostra acidente com time da Chapecoense Divulgação/Agência BrasilDivulgação/Agência Brasil O jornal espanhol El País mostra acidente com time da Chapecoense

Em vez dessa comemoração, autoridades municipais de Chapecó - uma cidade de 210 mil pessoas no sul de Santa Catarina - cancelaram todas as atividades da temporada de férias e declararam 30 dias de luto, de acordo com o Wall Street Journal.

"É como se toda a cidade tivesse morrido", disse um alto funcionário da prefeitura de Chapecó, em entrevista ao jornal americano.

A revista americana Time destaca, em seu site, uma grande foto com moradores de Chapecó em uma missa pelas vítimas do acidente. A revista informa que o estádio Arena Condá, de Chapecó - onde a equipe estava programada para jogar em 6 de dezembro - tornou-se ponto de encontro para um grande número de fãs de luto, vestidos com camisas da equipe verde. "Só podemos chorar e tentar entender o que está acontecendo", disse um empresário local ao The Wall Street Journal.

O Palmeiras, campeão brasileiro deste ano, pediu autorização à Confederação Brasileira de Futebol para que seus jogadores possam usar as cores do Chapecoense na última partida da temporada, segundo noticiário distribuído pela Associated Press. Os jornais americanos destacam também que clubes importantes do Brasil disseram que querem emprestar livremente jogadores à Chapecoense para a temporada de 2017.

Os jornais norte-americanos também destacam que  Brasil declarou três dias de luto nacional pelas vítimas do acidente e que o presidente Michel Temer determinou que aviões da Força Aérea estejam à disposição para levar familiares das vítimas à Colômbia e para o transporte dos corpos ao Brasil.

Outros veículos

O jornal El País, um dos maiores da Espanha, destaca a foto dos torcedores da Chapecoense em um jogo de futebol e publica a seguinte manchete em sua primeira página: O Brasil chora o Chapecoense.

O site da BBC, de Londres, publica na capa a foto de uma torcedora da Chapeconse e destaca, em manchete, que uma multidão de fãs do time catarinense compareceu a uma missa pelos jogadores, tripulantes e outros passageiros que morreram no acidente aéreo.

O jornal britânico The Independent informa, em sua primeira página, que o goleiro da Chapeconse Marcos Danilo Padilha, que tinha sido resgatado com vida dos destroços do avião, morreu horas depois no hospital. O jornal publica com destaque a foto do goleiro.

Segundo a emissora de televisão norte-americana CNN, de uma simples equipe originária de uma cidade pequena, a Chapecoense virou um clube de heróis nacionais, mas a trajetória gloriosa do time "foi cortada tragicamente, deixando o Brasil de luto".

O jornal The Washington Post observa que o Chapecoense é um modesto clube do Brasil que escalou todos os degraus até atingir o topo no mundo do futebol da América do Sul. O jornal afirma que a escalada do Chapecoense não foi repentina. O time começou a ganhar campeonatos menores em 2010 e subiu da divisão C para a divisão A. Começou a jogar com equipes de elite em 2014 e não sofreu reveses, como ocorre com outras equipes menores que sobem, mas descem "em um piscar de olhos".

O The New York Times afirma que, depois de escalar todas as fileiras do futebol brasileiro, a equipe estava a caminho de enfrentar um dos seus maiores testes: a  chance de conquistar a final da Copa Sul-Americana. De acordo com o jornal, há menos de uma década "a Chapecoense estava jogando na obscuridade da quarta divisão, fazendo poucas ondulações no mundo do futebol".

O jornal diz ainda que a equipe era o orgulho de Chapecó, uma cidade de 210 mil habitantes, conhecida por suas fábricas de processamento de alimentos. Os fãs atribuem a ascensão da Chapecoense a uma gestão prudente e transparente, incluindo a cooperação com líderes empresariais locais que ajudaram a retirar a equipe de uma crise financeira na última década.

A rede de televisão ABC News destaca que a viagem a Medellín, na Colômbia, deveria ser uma alegria para os jogadores da Chapecoense, um clube de futebol da pequena cidade de Chapecó, no Brasil,  que estava em  temporada de conto de fadas.

 

Com informações da Agência Brasil

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