Países precisam investir em saúde para enfrentar emergências, diz OPAS

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Uma das principais lições da crise de ebola na África Ocidental e do surto de zika no Brasil foi a de que sistemas de saúde deficientes não conseguem lidar efetivamente com epidemias ou outras emergências, afirmou ontem (16) a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, durante fórum de especialistas em Vancouver, no Canadá.
Para garantir que os sistemas de saúde possam responder às futuras emergências, absorver os choques e se adaptar às mudanças, os países precisam agir e fazer os investimentos necessários para tornar seus sistemas de saúde mais fortes e resilientes.
“Preparação requer mais do que planos de emergência e exercícios de simulação”, declarou Etienne. “Significa fortalecer os aspectos centrais dos sistemas de saúde, desde os recursos humanos e o acesso aos medicamentos até os sistemas de informação e até mesmo as medidas legais para apoiar a ação de saúde pública”, completou.
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As declarações de Etienne foram feitas diante de uma audiência de mais de 2 mil especialistas em políticas de saúde no simpósio que acontece nesta semana em Vancouver.

Segundo ela, investir na resiliência dos sistemas de saúde é “consideravelmente mais rentável” do que financiar a resposta de emergência, e é mais plausível para proteger melhor a saúde e o bem-estar das pessoas tanto em emergências quanto em tempos normais.

“Os sistemas de saúde frágeis aumentam a vulnerabilidade das populações aos riscos externos que impactam na saúde e no bem-estar, na proteção à saúde e, em última instância, no desenvolvimento social e econômico”, afirmou.

“Mais uma vez vemos isso, por meio das epidemias de H1N1, chikungunya e vírus zika; terremotos no Chile e Equador; furacões no Haiti e Bahamas e ainda por meio dos efeitos das alterações climáticas sobre a saúde.”

Em setembro, líderes de saúde dos Estados-membros da OPAS aprovaram um novo quadro de esforços para garantir que os sistemas de saúde sejam mais resilientes em futuras emergências de saúde.

O documento “Resilient Health Systems”, disponível em inglês, afirmou que, para garantir que os sistemas de saúde estejam preparados para tais emergências, é necessário uma ação integrada e um aumento de investimentos em preparação para desastres, redução de riscos e resposta; vigilância de doenças e gerenciamento de surtos; e o fortalecimento dos sistemas de saúde e saúde universal.

 

Com informações Agência ONU


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