Agência da ONU apresenta programa para eliminar HCFCs do setor de espumas

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Especialistas no setor de espumas de poliuretano se reuniram em São Paulo para discutir as novas tecnologias do setor, trocar experiências e lançar produtos para o mercado, na maior feira de poliuretano da América Latina, a “Feiplar Composites & Feipur”, ocorrida no início de novembro (de 8 a 10).
Nos estandes dos mais de 100 expositores, diversos tipos de produtos feitos a partir da espuma de poliuretano foram expostos, como travesseiros, colchões, painéis de carro, volantes, impressoras 3D, sapatos e painéis fabricados no Brasil e no exterior. Nos três dias, cerca de 10 mil pessoas visitaram o evento, de acordo com a organização.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), trabalha para eliminar os HCFCs — substância que destrói a Camada de Ozônio — da fabricação dessas espumas, no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH).
Destaque Iniciativa visa a auxiliar empresas de espumas de poliuretano a substituir o HCFC Wikimedia Commons Iniciativa visa a auxiliar empresas de espumas de poliuretano a substituir o HCFC

Durante a feira, cerca de 1 mil visitantes passaram pelo estande do projeto, que incluiu dois totens interativos com informações sobre o cronograma brasileiro de eliminação do HCFC-141b para o setor de espumas, os critérios de elegibilidade para uma empresa ser beneficiada pelo PBH, vídeos explicativos sobre o programa, galeria de fotos e publicações sobre a proteção da Camada de Ozônio.

“A feira é importante porque, além de nos atualizar em relação às tecnologias lançadas pelo setor de espumas de poliuretano, é um espaço para divulgação, tanto de resultados da Etapa 1 do PBH, que ainda está sendo executado, como para a estratégia da Etapa 2”, explicou a analista ambiental do MMA Gabriela Lira.

A iniciativa visa a auxiliar técnica e financeiramente empresas de espumas de poliuretano que utilizam o HCFC como agente de expansão. “Para participar do programa, as empresas devem realizar a migração do HCFC para outra substância que não seja prejudicial à Camada de Ozônio nem ao clima”, disse o assessor técnico do projeto, Rafael Moser.

A importação de HCFC-141b, utilizado pelo setor de espumas, será proibida a partir de 1º de janeiro de 2020. Dessa forma, as empresas que não participarem do PBH terão de migrar do HCFC para outra substância não danosa ao meio ambiente por conta própria.

Durante o evento, MMA e PNUD reuniram-se com empresas para planejar os próximos passos de implementação do PBH. “Tivemos a oportunidade de discutir formas de implementar novas alternativas para a substituição dos HCFCs, de falar sobre os aditivos, e propor ações para ajudar as empresas a implementar as novas tecnologias”, declarou o especialista internacional em espumas de poliuretano do PNUD, Miguel Quintero.

Painéis setoriais

Os painéis da feira foram divididos em cinco setores: isolamento térmico, automotivo, construção civil, petróleo e gás, e espuma flexível. Em cada um deles, o MMA e o PNUD apresentaram resultados alcançados até o momento com a Etapa 1 do PBH e a estratégia de implementação da Etapa 2, divulgação que alcançou cerca de 300 visitantes e especialistas.

“O objetivo das apresentações sobre o PBH nos painéis setoriais foi intensificar a divulgação de informação sobre a Etapa 2 do programa”, afirmou a gerente de projetos do Protocolo de Montreal pelo PNUD, Ana Paula Leal.

A segunda etapa do PBH, iniciada este ano, pretende auxiliar 445 empresas do setor a realizara conversão do HCFC para outra substância não danosa ao clima, mas se estima que cerca de 510 empresas sejam beneficiadas indiretamente pelo projeto, somando 955 empresas. “Serão beneficiadas empresas de todas as regiões do país, principalmente as pequenas e médias da região Centro-Sul”, explicou Moser.

Para ser elegível ao programa, a empresa deve ter sido fundada antes de 21 de setembro de 2007, além de possuir acionistas de países em desenvolvimento.
Na Etapa 1 do PBH, o Brasil apoiou a conversão de cerca de 250 empresas, eliminando 16,6% do consumo de HCFCs no país até 2015. A Etapa 2 visa a eliminar mais 34,96% da substância, totalizando em mais de 50% de eliminação do HCFC no país até 2021. Para o setor de espumas de poliuretano, isso representa 90% da redução do HCFC-141b no Brasil.

Além de estar inserido no Protocolo de Montreal, o PBH relaciona-se diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente com os ODS 9 (indústria, inovação e infraestrutura), o ODS12 (consumo e produção responsáveis) e o ODS13 (ação contra a mudança global do clima).

 

Com informações Agência ONU


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