Agência da ONU alerta que 2016 deve ser ano mais quente da história

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A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) alertou que 2016 deve ser o ano mais quente da história, com temperaturas chegando a 1,2 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.
Segundo a agência da ONU, as temperaturas globais entre janeiro e setembro deste ano estão 0,88 grau acima da média de 14 graus Celsius registrada entre 1961 e 1990, período que também serve de referência para os cálculos.
A OMM observou que as temperaturas aumentaram no início de 2016 por causa do efeito climático El Niño.
Além disso, dados preliminares indicam que os fatores que causam o aquecimento estão em um nível alto o suficiente para que o recorde de ano mais quente seja batido.
Destaque Na província de Sindh, no Paquistão, uma mãe tenta proteger sua filha do calor PNUD/Hira Hashmey Na província de Sindh, no Paquistão, uma mãe tenta proteger sua filha do calor

Caso seja mesmo confirmado, 16 dos 17 anos mais quentes da história vão ser registrados neste século. A exceção será o ano de 1998.

Em comunicado à imprensa, o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, advertiu que, apesar de o calor extra gerado pelo El Nino não ter mais impacto, o aquecimento global vai continuar.

De acordo com Taalas, algumas áreas árticas registraram temperaturas de 7 graus Celsius acima da média de longo prazo. Outras regiões árticas e sub-árticas em toda a Rússia, no Alasca e no noroeste do Canadá registraram pelo menos 3 graus Celsius acima da média.

A OMM concluiu ainda que aumentos da temperatura são mais pronunciados no Hemisfério Norte — mais de 90% das áreas no norte do globo tiveram temperaturas de mais de 1 grau acima da média, embora a mesma tendência tenha ocorrido também em grande parte na África do Sul e várias outras regiões do Hemisfério Sul.

As temperaturas dos oceanos também ficaram acima do normal. Isso contribuiu para um branqueamento significativo dos corais, gerando danos nos ecossistemas em várias regiões tropicais, incluindo na Grande Barreira de Corais, na Austrália, onde a morte de corais atingiu 50%.

Nos oceanos do Sul, especialmente em torno da passagem de Drake entre a América do Sul e Antártica, as temperaturas foram abaixo do normal.

O aumento global dos níveis dos oceanos chegou a 15 milímetros entre novembro de 2014 e fevereiro de 2016 — cinco vezes maior que a média de 3 a 3,5 milímetros por ano registrada após 1993.

Até agora, o pior evento natural já registrado este ano foi o furacão Matthew, que causou a maior emergência humanitária no Haiti desde o terremoto de 2010. Houve também, entre outros eventos drásticos, tufões e ciclones, inundações em toda a Ásia e África, grandes ondas de calor e grandes secas.

A OMM informou que vai apoiar a implementação do Acordo de Paris e que está trabalhando para ajudar os países a tomar medidas eficazes para reduzir as emissões do efeito estufa.

“Previsões climáticas vão ajudar setores-chave como agricultura, gestão da água, e sistemas de saúde e energia a se adaptar para o futuro, bem como vão salvar vidas agora e nos próximos anos”, alertou Taalas.

“Há uma grande necessidade de reforçar os alertas de desastres e as capacidades dos serviços de clima, especialmente dos países em desenvolvimento. Esta é uma maneira poderosa de se adaptar às mudanças climáticas”, declarou.

 

Com informações Agência ONU


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