Pneumonia e diarreia matam 1,4 milhão de crianças por ano, diz UNICEF

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A pneumonia e a diarreia juntas matam 1,4 milhão de crianças por ano — a maioria em países de baixa e média renda.
Essas mortes ocorrem apesar de as duas doenças serem evitáveis com soluções simples e de baixo custo: amamentação exclusiva, vacinação, cuidados primários de saúde e redução da poluição do ar no interior das residências.
A conclusão é do relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançado na sexta-feira (11) “Uma são muitas: colocando um fim à morte de crianças por pneumonia e diarreia” (disponível em inglês).
A pneumonia continua sendo a principal causa da morte de crianças com menos de cinco anos, tendo tirado a vida de quase 1 milhão em 2015 —uma a cada 35 segundos, e matando mais do que doenças como malária, tuberculose, sarampo e Aids juntas.
Destaque Condições precárias de higiene e água inadequada e instalações sanitárias levantaram a ameaça de surtos de cólera e diarreias no Iêmen. OCHA/Eman al Awami Condições precárias de higiene e água inadequada e instalações sanitárias levantaram a ameaça de surtos de cólera e diarreias no Iêmen.

Quase a metade de todas as mortes de crianças por pneumonia está ligada à poluição do ar, um fato que, segundo o UNICEF, os líderes mundiais deveriam ter em mente durante o debate em curso na 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP22).

“Vemos claramente que a poluição do ar ligada às mudanças do clima está prejudicando a saúde e o desenvolvimento das crianças ao provocar pneumonia e outras infecções respiratórias”, afirmou Fatoumata Ndiaye, diretora-executiva adjunta do UNICEF.

“Dois bilhões de crianças vivem em áreas onde a poluição do ar excede os padrões internacionais, e muitas adoecem e morrem como resultado. Os líderes mundiais que participam na COP22 podem ajudar a salvar vidas de crianças comprometendo-se com medidas para reduzir a poluição do ar associada às mudanças do clima e fechando acordos para investir na prevenção e nos cuidados de saúde”, completou Ndiaye.

Assim como a pneumonia, a diarreia entre crianças pode, em muitos casos, estar associada a níveis de precipitação mais baixos decorrentes das mudanças do clima. A disponibilidade reduzida de água potável deixa as crianças sob maior risco de contrair doenças diarreicas e de ter seu crescimento físico e cognitivo prejudicado.

Cerca de 34 milhões de crianças morreram de pneumonia e diarreia desde 2000. Sem maior investimento em medidas-chave de prevenção e tratamento, o UNICEF estima que mais 24 milhões de crianças morram de pneumonia e diarreia até 2030.

“Essas doenças têm um enorme impacto na mortalidade na infância e o seu tratamento tem um custo relativamente baixo”, afirmou Ndiaye. “Mas elas continuam recebendo apenas uma pequena parcela do investimento global em saúde, o que não faz nenhum sentido. Essa é a razão pela qual pedimos mais investimento global para intervenções de proteção, prevenção e tratamento que sabemos que são eficazes para salvar a vida de muitas crianças”.

O UNICEF recomenda também um maior financiamento nos cuidados de saúde infantil em geral e com uma particular atenção aos grupos de crianças especialmente vulneráveis à pneumonia e à diarreia — as mais jovens e as que vivem em países de baixa e média renda.

O relatório mostrou que aproximadamente 80% das mortes de crianças ligadas à pneumonia e 70% associadas à diarreia ocorrem durante os dois primeiros anos de vida. Além disso, países de renda média e baixa abrigam 62% das crianças menores de cinco anos em todo o mundo, mas contabilizam mais de 90% das mortes na infância em decorrência de pneumonia e diarreia globalmente.

 

Com informações Agência ONU


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