Radiologia permite monitorar bebês infectados por zika, mas serviços são escassos na América Latina

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Em Washington, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), especialistas reuniram-se na quarta-feira (9) — Dia Mundial da Radiologia — para discutir o papel da ecografia obstétrica na detecção e monitoramento de anormalidades entre os bebês de mulheres grávidas que foram comprovadamente infectadas pelo zika.
A agência regional da ONU alertou que qualidade e disponibilidade dos serviços radiológicos na América Latina e Caribe são frequentemente mínimas e inexistentes.
Anomalias cerebrais estruturais — como microcefalia, calcificações intracranianas, ventriculomegalia e malformação do desenvolvimento cortical — têm sido identificadas em muitos bebês com infecção congênita pelo zika.
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A ecografia obstétrica é a principal ferramenta recomendada pela OPAS para identificar e acompanhar os desdobramentos desses distúrbios em fetos e recém-nascidos. Apesar de a ultrassonografia ser uma tecnologia segura, ela depende do usuário e requer um amplo conhecimento de anatomia materno-fetal e interpretação de imagens.

A agência regional da ONU destaca que a América Latina e o Caribe enfrentam lacunas no fornecimento de serviços de radiologia adequados. O oferecimento de cuidados específicos contam com equipes não funcionais, que não exercem o devido o controle para garantir atendimento de qualidade ou que necessitam de mais capacitação profissional, alerta a OPAS.

De 2015 até o momento, 47 países e territórios das Américas confirmaram a transmissão autóctone — e por vetor — do vírus, e cinco nações do continente notificaram casos de transmissão sexual.

O encontro dos especialistas discutiu quais são os registros de neuroimagem que podem ser observados em crianças com infecção congênita do vírus zika. Também foi debatida a adequação de outras técnicas, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, na investigação e avaliação clínicas de casos envolvendo malformações.

A OPAS lembra que a ressonância proporciona informações mais detalhadas sobre a anatomia do cérebro do que a ultrassonografia e pode esclarecer os resultados da ecografia. Trata-se, no entanto, de uma técnica nem sempre disponível nos centros de saúde e que tende a ser mais custosa.

Com informações Agência ONU


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