Entra em vigor protocolo da OIT de combate ao trabalho forçado

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Trabalho forçado muitas vezes implica na falta de pagamento, longas jornadas sem dias de descanso, confiscar documentos de identidade, restrição da liberdade de movimento, engano, intimidação e violência sexual.
O Protocolo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Trabalho Forçado, que foi adotado pela Conferência Internacional do Trabalho em 2014, entrou em vigor hoje quinta-feira (10), um ano após obter a sua segunda ratificação.
Isto significa que todos os países que ratificaram o acordo — Níger, Noruega, Reino Unido, Mauritânia, Mali, França, República Tcheca, Panamá e Argentina — agora devem cumprir as obrigações descritas no protocolo. Outros 67 países submeteram o protocolo a seus respectivos legislativos, entre eles o Brasil.
Destaque Entra em vigor protocolo da OIT de combate ao trabalho forçado OIT/A. Khemka

“O Protocolo da OIT sobre trabalho forçado entrou em vigor. Ele requer que os países desenvolvam medidas efetivas para prevenir e eliminar o trabalho forçado, como também para proteger e prover o acesso das vítimas à Justiça”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em declaração conjunta com os chefes da Organização Internacional dos Empregadores (OIE) e da Confederação Sindical Internacional (CSI).

Cerca de 21 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado. Elas são as pessoas mais vulneráveis nas sociedades e incluem trabalhadores rurais, migrantes, empregados domésticos, marinheiros, mulheres e meninas forçadas a se prostituírem e outros que também são abusados, explorados e recebem pouco ou nada. A OIT estima que o trabalho forçado gere 150 bilhões de dólares em lucros ilegais a cada ano.

A secretária-geral da OIE, Linda Kromjong, disse que o protocolo fará diferença na vida de milhões de homens e mulheres presos em situações de trabalho de forçado: “todos temos um papel a cumprir e, se juntarmos as nossas forças, o fim do trabalho forçado está em nosso alcance”.

A secretária-geral da CSI, Sharan Burrow, enfatizou, por sua vez, o aspecto legalmente vinculativo do documento: “isto significa que, quanto mais governos ratificarem e assegurarem a implementação do acordo, mais perto estaremos de eliminar a escravidão de uma vez por todas”.

No mesmo dia em que o protocolo entra em vigor, a Argentina manifestou seu compromisso para acabar com a escravidão moderna, ao se tornar o nono país a ratificar o Protocolo sobre Trabalho Forçado. A Argentina também será palco da próxima IV Conferência Global sobre Trabalho Infantil e Trabalho Forçado em novembro de 2017, em Buenos Aires.

Junto com a CSI e a OIE, a agência da ONU está realizando a campanha global “50 for Freedom”, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a questão e encorajar a ratificação do protocolo por pelo menos 50 países até 2018.

Milhares de pessoas pelo mundo mostraram o seu apoio à campanha, junto com várias figuras públicas, como o ganhador do prêmio Nobel da Paz, Kailash Satyarthi, e a relatora especial das Nações Unidas sobre as formas contemporâneas de escravidão, Urmila Bhoola, além de diversas organizações nacionais e internacionais.

Muitos artistas também emprestaram o seu talento para apoiar a 50 for Freedom, como a fotógrafa humanitária Lisa Kristine , que doou as fotos de vítimas da escravidão moderna que são apresentadas no site da campanha. Os atores Wagner Moura , David Oyelowo , Robin Wright , Lindiwe Bungane e Joaquin Furriel gravaram vídeos contando histórias reais de mulheres e homens aliciados pela escravidão moderna.

 

Com informações Agência ONU


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