Atriz Bruna Marquezine visita refugiados sírios no Líbano e na Jordânia

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A atriz brasileira Bruna Marquezine concluiu na quinta-feira (3) uma missão de duas semanas no Líbano e na Jordânia para conhecer a realidade dos milhões de refugiados sírios que vivem na região.
Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da ONG brasileira IKMR (I Know My Rigths), Bruna esteve nos campos de Zaatari e Azraq (na Jordânia) e em assentamentos urbanos nos arreadores de Beirute e no norte do Líbano.
Em suas visitas, Bruna reuniu-se com crianças sírias refugiadas e suas famílias, conhecendo de perto a realidade das pessoas que foram forçadas a abandonar seus lares para evitar as trágicas consequências da guerra.
A atriz também encontrou autoridades brasileiras e funcionários do ACNUR, que explicaram a situação de refúgio na Jordânia e no Líbano e as consequências humanitárias do conflito na Síria, que já entrou no seu sexto ano.

“Foi importante ter este contato para ter uma real dimensão da crise de refugiados sem precedentes que estamos vivenciando. Fiquei especialmente emocionada nos contatos com as crianças, que demonstram uma grande capacidade de resistência e uma grande disposição em doar carinho e amor, mesmo tendo tão pouco a oferecer”, afirmou a atriz.

Com acentuada presença nas redes sociais, Bruna divulgou conteúdos em seus diferentes canais durante a viagem, e produziu conteúdos para o ACNUR que serão divulgados nas próximas semanas. “Espero que, por meio das redes sociais, essa questão possa chegar a um número maior de pessoas, incentivando-as a apoiar a causa dos refugiados”, declarou.

Time for some Arabic/Portuguese lessons:
"Olá,Oi!" – Samar from Syria
"Marhaba" – @BruMarquezine #Bravo! pic.twitter.com/mH3jrzINmL

— Khaled Kabbara (@khaled_kabbara) 3 de novembro de 2016

Bruna tem atuado em defesa dos refugiados há cerca de um ano, quando prestigiou a apresentação do coral infantil “Coração Jolie”, mantido pela organização não governamental IKMR, com o apoio do ACNUR. Desde então, tem participado de outras atividades da ONG — que atua especificamente com crianças refugiadas — e apoiado iniciativas da agência da ONU, como a gravação de um vídeo de incentivo à Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que participou dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

As visitas organizadas pelo ACNUR no Líbano permitiram à atriz conhecer famílias e centros comunitários nos arredores de Beirute, além de visitar projetos de acompanhamento escolar para crianças e acampamentos de refugiados no norte do país.

De acordo com o relatório Tendências Globais do ACNUR, a mais recente publicação de dados mundiais sobre refúgio, há no mundo mais de 65 milhões de pessoas que foram forçadas a abandonar suas casas devido a razões como conflitos armados, perseguições de diferentes naturezas e violações dos direitos humanos. Destas pessoas, mais de 21 milhões são refugiadas, sendo que os países em desenvolvimento são responsáveis pelo acolhimento de 86% dos refugiados sob mandato do ACNUR.

Só no Líbano, atualmente, vivem mais de 1 milhão de refugiados, o que representa cerca de 25% dos habitantes no país. O Líbano é o país que mais acolhe refugiados em relação à sua população total e mesmo com campanhas de apelo para doação ao ACNUR, sendo necessário 1,9 bilhões de dólares para suprir as necessidades atuais, sendo que apenas 40% deste total foi arrecadado.

A Jordânia é o segundo país que mais acolhe refugiados em relação à sua população nacional — para cada 1 mil habitantes, 87 são refugiados. No total, há no Líbano mais de 650 mil refugiados e neste país, apenas 45% do total de investimentos necessários foi captado para as operações do ACNUR.

Em 2015, mais de 1 milhão de sírios foram forçados a deixar seu país, constituindo o maior número de novos refugiados no mundo. Desde o início da crise síria, mais de 6,6 milhões de pessoas do país se tornaram deslocados internos e cerca de 4,8 milhões são refugiados registrados — isso equivale a mais de metade da população da Síria no período pré-conflito.

“É uma situação muito incômoda e angustiante, porque limita a perspectiva de vida dessas pessoas, que querem poder voltar para suas casas, ter uma vida normal, poder trabalhar, estudar e viver em paz. O conflito na Síria e em muitos outros países torna o que seria o cotidiano um sonho”, concluiu Bruna.

Com informações Agência ONU


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