UNICEF e Kimberly-Clark promoverão saneamento básico em cerca de 300 municípios da Amazônia

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Para melhorar o acesso a saneamento básico de crianças e adolescentes em cerca de 300 municípios da Amazônia brasileira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou nesta semana (17) uma parceria com a Neve, marca da Kimberly-Clark que atua no segmento de papel higiênico.
A cooperação vai apoiar cidades na elaboração de avaliações e políticas públicas para aprimorar sistemas de esgoto na região.
A iniciativa faz parte do Selo UNICEF Município Aprovado, que capacita gestores, técnicos, lideranças comunitárias, famílias e adolescentes, além de monitorar os progressos obtidos com a implementação de programas de governo voltados para a infância e a adolescência.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS), em 2014 metade do esgoto gerado no Brasil era despejado irregularmente. Também neste ano, quase 30 milhões de pessoas não tinham acesso a água tratada no país, segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Mais de 4 milhões de brasileiros não possuíam banheiro em suas casas.

Os dados alarmantes explicam a 112ª posição do Brasil num ranking de saneamento básico divulgado pelo Instituto Trata Brasil e que avaliou 200 países dois anos atrás.

“A aliança com Neve permite levar aos municípios da Amazônia um tema estratégico e prioritário para as crianças do Brasil. A falta de acesso à água e ao saneamento afeta sua saúde, condições de aprendizagem e dignidade. Portanto, limita as oportunidades de desenvolvimento integral das crianças e das próprias comunidades”, explica o coordenador do UNICEF na região amazônica, Unai Sacona.

A parceria da Neve com o UNICEF está alinhada à meta da Kimberly-Clark de levar desenvolvimento para aproximadamente 50 milhões de pessoas até 2022 por meio das plataformas de responsabilidade social de suas marcas.

A PNAD de 2013 revelou que somente 11% das crianças em situação de pobreza na Amazônia viviam em moradias com esgotamento sanitário ou um sistema de coleta de água de chuva, 35% delas tinham acesso a fossa séptica não conectada a um sistema de esgoto, 46% faziam uso de poços rudimentares e 35% utilizavam poços escavados à mão.

Com informações Agência ONU


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