No Haiti, secretário-geral da ONU pede que comunidade internacional ajude a reconstruir o país

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Ban Ki-moon conhece crianças em abrigo durante visita ao Haiti após passagem do furacão Matthew.
Em visita a Porto Príncipe, capital do Haiti, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu no último sábado (15) que a comunidade internacional ajude a reconstruir a ilha caribenha e forneça recursos para os haitianos em necessidade urgente. Para responder à crise, as Nações Unidas precisam de 120 milhões de dólares.
A ONU estima que 546 pessoas morreram; pelo menos 438 ficaram feridas; 128 estão desaparecidas; e há 2,1 milhões de civis afetados devido à tempestade de categoria 4 que atingiu o país.
Uma coisa é o que lemos sobre os danos causados pelo furacão. Outra coisa é o que vemos de fato com nossos próprios olhos’’, disse Ban Ki-moon a jornalistas, ressaltando que muitas pessoas que já tinham pouco perderam tudo.
Destaque No Haiti, secretário-geral da ONU pede que comunidade internacional ajude a reconstruir o país ONU / Eskinder Bebe

“Hoje, em Les Cayes, eu vi devastação total. Eu ouvi relatos de muitas vítimas e senti a dor das pessoas. Eu entendo as suas frustrações e raiva “, continuou o secretário-geral, observando que algumas famílias perderam suas casas, plantações e modos de vida. “É de partir o coração”, frisou.

Na ocasião, Ban também condenou os ataques contra os comboios de assistência humanitária, citando o atentado contra caminhões do Programa Mundial de Alimentos (PMA) que foram atingidos na base da Missão da ONU para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH).

.@UN Secretary-General in Les Cayes #Haiti to see first hand the damage done by #HurricaneMatthew & speak to those affected pic.twitter.com/A44B0r3SO0

— United Nations Photo (@UN_Photo) 15 de outubro de 2016

‘’Todo ataque contra comboios de assistência humanitária é um ataque contra o fim do sofrimento; contra as pessoas que estão em necessidade máxima. Eu entendo a impaciência e a raiva das pessoas à espera de ajuda emergencial. Precisamos fazer nosso melhor para para abrir as estradas e permitir que a ajuda chegue o quanto antes’’, disse.

‘’Ataques e saques a caminhões que transportam medicamentos, bem como à comida e à água só aumentam o sofrimento de todos e desencorajam a ajuda internacional. Imploro a todos que permitam a entrega de ajuda’’, acrescentou.

Ele disse ainda que, embora muitos se sintam sozinhos neste momento, “a ONU está com vocês”.

Ban também endossou o apelo emergencial da ONU por 120 milhões de dólares. “Peço a todos os amigos do Haiti ao redor do mundo que forneçam recursos ao povo haitiano em necessidade urgente. Esta é uma questão de vida ou morte “, ressaltou.

“O furacão abala a vida das pessoas. Ele também interrompe o curso das eleições”, continuou o secretário-geral, afirmando que o Conselho Eleitoral Provisório anunciou novas datas para as votações, cujo o primeiro turno deve ocorrer dia 20 de novembro.

“Isso mostra o compromisso do governo com o regresso à ordem constitucional, apesar dos desafios enfrentados pelo furacão”, acrescentou.

Luta contra cólera se torna ainda mais difícil

Em relação ao desafio imposto pelo furacão ao controle da cólera, Ban disse que a ONU está fortalecendo suas ações em todas as frentes.

‘’Estamos intensificando os esforços para conter a doença e assegurar que todos tenham acesso à água e ao saneamento adequados, bem como ao sistema de saúde”, disse o secretário-geral, lamentando profundamente as perdas de vidas e o sofrimento.

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, informou aos Estados-membros que a primeira etapa da nova abordagem das Nações Unidas de eliminação da cólera no Haiti envolve a escalada dos esforços de tratamento e eliminação da doença; e a segunda tem como objetivo desenvolver parâmetros para que os países deem assistência material aos haitianos mais afetados pela enfermidade após o surto de 2010.

“Temos de cumprir o nosso dever moral. Prometo o meu apoio total e solidariedade. E prometo trabalhar duro para garantir que o mundo se lembre do Haiti e faça a sua parte”, concluiu Ban.

Com informações Agência ONU


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