Em visita ao Malauí, Emma Watson celebra esforços contra casamento infantil

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Em Dedza, distrito na região central do país, a embaixadora da ONU Mulheres encontrou com a chefe Kachindamoto, líder de destaque na luta contra o casamento infantil.
Marcando o Dia Internacional das Meninas, que é comemorado nesta terça-feira (11), a embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, Emma Watson, visitou o Malauí para celebrar os resultados da aprovação, no ano passado, da lei que proíbe o casamento precoce no país.
Em 2015, as autoridades malauienses aprovaram uma lei que desautoriza casamentos com menores de 18 anos.
Desde então, a ONU Mulheres tem trabalhado com parceiros e chefes tribais para garantir que a lei seja implementada em nível local.
Destaque Em visita ao Malauí, Emma Watson celebra esforços contra casamento infantil ONU Mulheres / Karin Schermbrucker

O presidente do Malauí, Arthur Peter Mutharika, por sua vez, nomeou uma força-tarefa especial para garantir que a lei seja totalmente implementada no prazo de cinco anos.

“Encontrar meninas jovens que estão lutando contra a pobreza e que foram pressionadas a casar cedo, sendo privadas de educação, fez-me perceber o quanto é importante as mulheres serem capazes de fazer as suas próprias escolhas”, disse Emma.

“É muito encorajador ver como uma prática tão nociva pode ser interrompida quando as comunidades trabalham juntas para aprovar leis, e em seguida transformar essas leis em realidade”, acrescentou.

De acordo com a ONU Mulheres, Malauí tem uma das mais altas taxas de casamento infantil no mundo: metade das meninas casam antes dos 18 anos, geralmente porque as famílias são muito pobres e não têm condições de sustentá-las.

Além disso, a gravidez na adolescência é responsável por cerca de 30% das mortes maternas no país; e apenas 45% das meninas continuam a sua educação depois da 8ª série.

Excluindo a China, um terço das meninas de países em desenvolvimento casam antes dos 18 anos, terminando precocemente a infância e não tendo direito à educação.

A ONU Mulheres também destacou que práticas de casamento precoce expõem as meninas ao abuso físico e sexual, bem como à gravidez na adolescência.

Em Dedza, distrito na região central do país, a embaixadora da ONU Mulheres encontrou com a chefe Kachindamoto, líder de destaque na luta contra o casamento infantil.

Em visita ao distrito de Dedza, no Malauí, Emma Watson, embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, encontra Stella Kalilombe e Cecilia Banda, duas meninas que tiveram seus casamentos anulados e puderam voltar aos estudos. Foto: ONU Mulheres / Karin Schermbrucker

Em visita ao distrito de Dedza, no Malauí, Emma Watson, embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, encontra Stella Kalilombe e Cecilia Banda, duas meninas que tiveram seus casamentos anulados e puderam voltar aos estudos. Foto: ONU Mulheres / Karin Schermbrucker

“Kachindamoto tem implementado a anulação de tantos casamentos de crianças e restaurado o futuro dessas meninas”, elogiou a atriz.

“Com a ajuda e colaboração de chefes locais, grupo de mães e líderes religiosos, ela conseguiu anular quase 1,5 mil casamentos de crianças. Por causa de uma liderança corajosa e valente como esta, as coisas podem começar a mudar. Foi incrível estar aqui com a ONU Mulheres e testemunhar esse trabalho”, acrescentou.

Segundo a representante da ONU no Malauí, Clara Anyangwe, o progresso não é possível sem investimento em mulheres e em meninas.

“Elas são nossos futuros e representam a metade da promessa e dos recursos de qualquer sociedade”, disse Anyangwe, pedindo que os Estados capacitem as mulheres e as meninas, de modo que elas possam alcançar um potencial pleno e assumir compromissos nacionais.

O Dia Internacional das Meninas é comemorado este ano sob o tema “Progresso feminino = Progresso dos Objetivos”.

A ONU Mulheres pede que a comunidade internacional aproveite a oportunidade da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e garanta programas, serviços e políticas que respondam de maneira eficaz às necessidades específicas das meninas.

Com informações Agência ONU


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