Chefe do ACNUR elogia ‘coragem política’ de presidente colombiano na busca pela paz

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Alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, em coletiva de imprensa no Palácio das Nações, em Genebra.
Em encerramento da reunião do Comitê Executivo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Genebra, na última sexta-feira (7), o chefe do organismo internacional, Filippo Grandi, elogiou a “coragem política” do presidente colombiano Juan Manuel Santos, que ganhou no mesmo dia o Prêmio Nobel da Paz.
O alto-comissário das Nações Unidas lembrou de sua visita à Colômbia no início do ano, quando pôde testemunhar parte dos esforços conduzidos pelo Estado e pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para alcançar a paz no país.
“O que vi em campo foi um comprometimento extraordinário por parte do governo, das FARC e da sociedade civil para realizar este trabalho”, disse Grandi.
Destaque Chefe do ACNUR elogia ‘coragem política’ de presidente colombiano na busca pela paz ACNUR / Jean Marc Ferré

O chefe do ACNUR afirmou ter certeza de que o atual impasse político — provocado pela rejeição do tratado de paz por um plebiscito realizado em 2 de outubro — será superado.

O dirigente lembrou ainda que a Colômbia tem a maior população de deslocados internos do mundo — cerca de 7 milhões de pessoas. Segundo Grandi, apenas com o fim do conflito o problema poderá ser debatido e solucionado.

‘Países ricos precisam compartilhar responsabilidades’

Em seu pronunciamento à imprensa, o alto-comissário declarou também estar “muito entusiasmado” com a indicação do ex-chefe do ACNUR, o português António Guterres, para o posto de secretário-geral da ONU.

“É maravilhoso que o cargo mais alto pela defesa da paz, o principal diplomata do mundo, cuja principal tarefa será enfrentar esses terríveis conflitos que assolam nosso mundo, seja ocupado por alguém que conhece tão de perto as terríveis consequências da guerra para os seres humanos”, elogiou Grandi.

Durante o encerramento do encontro do Comitê Executivo do ACNUR, o dirigente ressaltou que a maioria dos refugiados estão vivendo atualmente em países em desenvolvimento, muitos deles vizinhos das nações de onde fugiram.

“Os países pobres precisam que os países ricos compartilhem mais responsabilidades de diferentes formas, sejam elas por meio de mais contribuições financeiras, reassentamentos ou de outras vias legais, ajudando a encontrar mais soluções para esses refugiados”, disse.

A respeito da recém-adotada Declaração de Nova York, Grandi explicou que “o plano tem um enorme potencial para uma resposta com maior grau de previsibilidade, mais sistemática e interligada, moldada por princípios e normas de proteção, desde que o comprometimento e a vontade política, que têm sido articulados ao longo das últimas semanas, possam ser traduzidos em ações concretas”.

Com informações Agência ONU


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