Mali: falta de recursos pode deixar 180 mil crianças sem refeição escolar, alerta agência da ONU

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Refeições escolares para cerca de 180 mil crianças em aproximadamente mil escolas no Mali estão em perigo devido a restrições financeiras ao Programa Mundial de Alimentos (PMA).
O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) informou no final de setembro (27) que, caso não receba 3 milhões de dólares em financiamento de emergência, terá de suspender o programa de refeição escolar que opera no Mali.
A possível suspensão, segundo a agência da ONU, afetará cerca de 180 mil crianças em aproximadamente mil escolas.
“O momento é crítico. Refeições escolares são, muitas vezes, a única refeição nutritiva que uma criança recebe durante um dia.
A merenda alivia ainda as famílias de mais estresse financeiro; motiva os pais a mandar seus filhos à escola; e, em última análise, serve como um incentivo à educação”, disse a diretora do PMA no país, Silvia Caruso.
Destaque Mali: falta de recursos pode deixar 180 mil crianças sem refeição escolar, alerta agência da ONU PMA África Ocidental

A diretora do PMA contou ainda que, segundo os professores, se os alimentos não forem mais fornecidos, há um risco significativo de os pais pararem de enviar os filhos à escola.

Silvia Caruso ressaltou também que “as crianças terão dificuldade de caminhar por longas distâncias ou permanecer nas salas de aula por um dia inteiro de estômago vazio”.

Desde 2010, o Mali tem enfrentado sucessivas crises de segurança alimentar, devido às chuvas irregulares e por conta da insegurança prolongada no norte do país. De acordo com o PMA, mais de um quarto da população maliana sofre de insegurança alimentar moderada e grave.

A agência da ONU observou que, apesar dos elevados níveis de insegurança – em especial no norte e no centro do país –, desde 2012 foi possível fornecer, com a ajuda de parceiros, refeições escolares para uma média de 170 mil crianças por ano.

“Pedimos aos nossos apoiantes que não esqueçam os filhos de Mali. Eles passaram por muitas coisas nos últimos anos. A frequência escolar ajuda os menores a recuperarem a infância, e as refeições escolares desempenham um papel significativo na continuação dos estudos”, ressaltou Caruso.

O PMA informou que trabalha em parceria com o Ministério da Educação no Mali para implementar o programa de refeições escolares. O governo do país aprovou um programa nacional de alimentação escolar em 2009.

De acordo com uma pesquisa nacional realizada em 2014, a prevalência média de desnutrição aguda global em crianças malianas menores de cinco anos de idade foi de 13%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a prevalência de desnutrição aguda global entre 10% e 14% como grave, e acima de 15% como uma emergência crítica.

Com informações Agência ONU


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