ACNUR alerta que 700 mil pessoas precisarão de assistência com investida militar no Iraque

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Mais de 1 milhão de pessoas poderão ser forçadas a se deslocar devido à investida militar do governo iraquiano para reconquistar a segunda maior cidade do país, Mossul, atualmente tomada por extremistas.
Do contingente em fuga, pelo menos 700 mil precisarão de assistência humanitária na forma de abrigo, comida, água e cuidado médico.
O alerta veio na semana passada (30) do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que lembrou do caos provocado em junho pela retomada de Fallujah.
“A primeira lição é que receber ajuda financeira depois que a crise já foi exibida na televisão pode ser tarde demais”, afirmou o porta-voz do organismo internacional, Breno Geddo.
Destaque Jovens brincam no campo de Debaga para deslocados internos na região do Kurdistão, no Iraque. ACNUR / C. Gluck Jovens brincam no campo de Debaga para deslocados internos na região do Kurdistão, no Iraque.

Embora tenha recebido apoio de doadores, o ACNUR informou que o montante disponível não será suficiente. “O valor previsto para a resposta de emergência em Mossul era de 196 milhões de dólares, mas só temos 33% deste valor”, disse o representante da agência da ONU.

O Alto Comissariado também destacou que outras ondas de deslocamento forçado no Iraque foram provocadas ao longo de 2016 por conta do aumento da violência. Desde março, cerca de 62 mil pessoas tiveram de deixar Mossul e áreas adjacentes. De junho até o momento, mais 100 mil iraquianos fugiram de Shirgat, Al Qayyarah e proximidades.

Preparação

Para atender aos milhares de deslocados que fugirão do novo alvo do governo, o ACNUR está construindo campos em quatro divisões administrativas ao redor de Mossul. Onze dessas instalações já foram planejadas ou concluídas. No total, elas poderão acomodar cerca de 120 mil indivíduos. Os campos oferecidos pelo Estado poderão acolher outros 150 mil.

Geddo explicou que existem restrições quanto à construção de novas áreas para moradia temporária dos deslocados. Entre as limitações, estão a falta de terrenos apropriados, que muitas vezes são difíceis de alugar, estão contaminados, não têm uma topografia adequada ou estão muito perto das áreas de combate.

Segundo o ACNUR, trazer pessoas deslocadas de Mossul para acampamentos transitórios também aumenta o risco de tensões étnicas e religiosas. “A outra restrição é correr contra o tempo”, disse o porta-voz. Relatórios sugerem que a ofensiva pode acontecer já no início de outubro.

Tendas para a distribuição imediata de kits de emergência já estão posicionadas próximas a centros de operação, de acordo com o representante do ACNUR.

Na semana passada, a agência informou ter adquirido 38 mil barracas e 50 mil pacotes de assistência humanitária para abrigar iraquianos que fugirem para centros coletivos. O Alto Comissariado também possui 100 mil kits de primeiros socorros que incluem cobertores, colchões, galões de água e utensílios de cozinha.

Com informações Agência ONU


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