Incêndio em campo de refugiados na ilha de Lesbos, na Grécia, desabriga cerca de 800 pessoas

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Ocorreu na última segunda-feira (19) um incêndio no centro de acolhimento de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, após confrontos entre seus moradores, informou nesta semana a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Com base nos relatórios iniciais, o fogo não causou nenhuma fatalidade, mas pelo menos 30 pessoas sofreram ferimentos leves e foram levadas ao hospital.
As instalações acomodavam aproximadamente 4,4 mil pessoas, e um grande número de refugiados e migrantes foi deslocado para outros campos após o incidente.
Aproximadamente 95 crianças desacompanhadas foram transferidas para o acampamento de Pikpa, perto da região. Mais de 50 alojamentos do ACNUR, que acomodavam aproximadamente 800 pessoas, foram destruídos.
Destaque Na aldeia de Kaloni, na ilha grega de Lesbos, refugiados e migrantes descansam em um centro de uma ONG local. ACNUR/Socrates Baltagiannis Na aldeia de Kaloni, na ilha grega de Lesbos, refugiados e migrantes descansam em um centro de uma ONG local.

O ACNUR informou estar presente em Moria e em outros centros de acolhimento de refugiados nas ilhas gregas, e a equipe da agência da ONU está avaliando os danos e promovendo medidas emergenciais de acomodação, como a distribuição de tendas familiares. Organizações não governamentais fornecerão tendas, colchões, cobertores e água para os afetados.

Embora a causa do incêndio não tenha sido determinada ainda, o incidente confirma a crítica situação de segurança em que se encontram os moradores de Moria e de outros acampamentos de refugiados, afirmou o porta-voz do ACNUR, William Spindler.

Ele afirmou que a organização tem pedido continuamente o aumento da segurança nessas áreas como forma de proteção a refugiados, migrantes, trabalhadores humanitários e civis. Spindler lembrou que o aumento da segurança ajudaria também a diminuir a insegurança que sente a população grega na região.

Condições de vida precárias combinadas com um sentimento generalizado de incerteza frequentemente servem de combustível para a frustração e desespero entre os requerentes de asilo, acrescentou a agência das Nações Unidas.

Ilhas como Lesbos, que tem capacidade para receber apenas 3.500 pessoas, está sobrecarregada: recebe atualmente mais de 5.300.

Para reduzir a tensão e a superlotação, o ACNUR está trabalhando com autoridades e buscando a transferência de crianças desacompanhadas e separadas da família, um dos grupos mais vulneráveis, para o continente.

Além disso, a agência da ONU busca também a diminuição do período de espera para pedidos de asilo, principalmente nas ilhas, e um cadastro e processamento de casos mais eficiente para todas as nacionalidades, assim como um retorno mais rápido daqueles que não necessitam de proteção internacional.

Com informações Agência ONU


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