Festival de Música de Câmara reúne 47 apresentações em sete cidades de SP

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A segunda edição do Festival Sesc de Música de Câmara reúne 12 conjuntos para 47 apresentações ao longo de duas semanas (de 22 de novembro a 4 de dezembro), na capital, interior e litoral paulista.
São 120 músicos do Brasil e do exterior, trazendo um repertório que, segundo a curadora da mostra, Cláudia Toni, tem tido pouco espaço no país.
Ao longo das últimas décadas, as orquestras ocuparam o lugar dos grupos menores, explica Cláudia. “A música de câmara foi muito presente até a década de 1960.
Foi muito praticada nas casas, muito tocada em concertos. Mas, pouco a pouco, foi eclipsada pela música sinfônica”,  disse.
Destaque O grupo de clarinetistas gaúchos Sujeito a Guincho toca junto há 25 anos Divulgação/Sujeito a Guincho O grupo de clarinetistas gaúchos Sujeito a Guincho toca junto há 25 anos

Ao longo das últimas décadas, as orquestras ocuparam o lugar dos grupos menores, explica Cláudia. “A música de câmara foi muito presente até a década de 1960.

Foi muito praticada nas casas, muito tocada em concertos. Mas, pouco a pouco, foi eclipsada pela música sinfônica”,  disse.

Inovação e viabilidade

É, entretanto, nesse campo que, de acordo com Cláudia, há mais espaço para a inovação, inclusive mesclando composições eruditas e populares, como fazem os clarinetes do Sujeito a Guincho. Com cinco integrantes, o grupo gaúcho está completando 25 aos de carreira. “Hoje já tem vários conjuntos de clarinete, mas quando eles se constituíram era bastante raro”, comenta a curadora sobre a persistência dos músicos que tocam de Hermeto Pascoal a Vivaldi.

“Eles cruzam as fronteiras da música e do repertório. Oscilam entre o erudito e o popular sem nenhum pudor”, acrescenta Cláudia.

A música de câmara é também, na avaliação da curadora, uma forma mais sustentável de dar acesso a esse tipo de repertório ao público fora dos grandes centros. “A prática mais acertada, mais viável para os municípios de porte pequeno e médio, porque eles têm poucas possibilidades e não conseguem manter conjuntos grandes. A vida musical fora do Brasil é feita basicamente da música de câmara”, diz, ao defender que os municípios invistam nos grupos locais.

Foi justamente nas cidades menores que, segundo a curadora, a primeira edição do festival, no ano passado, fez mais sucesso. “As cidades do interior de São Paulo receberam calorosamente, com salas lotadas. Tinha um outro ponto de vista. Muita participação”, contou.

Jovens

Apesar da presença de alguns veteranos, Cláudia destaca que a seleção dos conjuntos privilegiou os jovens. “Tanto o Ilumina quanto o Coral Jovem, é gente muito jovem fazendo música”, diz em referência à violinista norte-americana Jennifer Stumm e ao coral formado por 40 bolsistas, ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo.

“Eu acho que é deles [jovens] esse mundo da música de câmara”, diz, ao justificar a opção da curadoria. “Essa vai ser a música dos jovens que se dedicam à música erudita no Brasil. Comporta a criatividade e a vontade de mudar que uma orquestra não comporta. A música de câmara tem a capacidade de aceitar a inovação”, completa.

Na cidade de São Paulo, as apresentações acontecem nas unidades do Sesc do Bom Retiro, Consolação, Santana e Vila Mariana. Também haverá concertos em Santos, Araraquara, Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Santos. Os ingressos variam de R$ 12 a R$ 40.

 

Com informações da Agência Brasil

 


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