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Mosquitos: saiba como se prevenir e evitar doenças transmitidas por pernilongos

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  • Publicado em Pragas
Mosquitos: saiba como se prevenir e evitar doenças transmitidas por pernilongos - 3.1 out of 5 based on 27 votes
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Infestação de mosquitos; clima com temperaturas mais quentes propiciam maior frequência de mosquitos. Saiba como evitar e ter alguns cuidados básicos para se manter longe da picadas destes terríveis insetos.
Mosquitos: saiba como se prevenir e evitar doenças transmitidas por pernilongos CBN Foz Mosquitos: saiba como se prevenir e evitar doenças transmitidas por pernilongos
 
Mosquito, Murissoca, e pernilongo são termos utilizados em referencia a diversos insetos da família Culicidae. As fêmeas em muitas regiões são designadas vulgarmente como melgas ou tropeteiros. Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres, que são estruturas responsáveis pelo equilíbrio do inseto durante o vôo.
Em geral, apresentam dimorfismo sexual acentuado: as fêmeas apresentam antenas pilosas e são muito mais corpulentas que os machos, que apresentam antenas plumosas.
mosquito
As fêmeas na maioria das espécies de mosquitos são hematófagas, ou seja, sugam sangue de outros animais, o que lhes deu a fama de serem os mais mortíferos vetores de doenças conhecido pelo o homem, matando milhões de pessoas ao longo de milhares de anos. O comprimento varia, mas raramente é superior a 16 milímetros, e peso de até 2,5 mg. Um mosquito pode voar por 1 a 4 horas continuamente até 1–2 km / h , viajando até 10 km em uma noite. A maioria das espécies alimenta-se no período de menos luminosidade, do entardecer ou amanhecer.
Os mosquitos são encontrados em quase todas as regiões do globo, exceto na Antártica. Eles conseguem habitar uma vasta gama de comunidades bióticas, como tundras, florestas boreais, montanhas, planícies e desertos.
Evolução na Pré História
Acredita-se que os mosquitos tenham evoluído cerca de 170 milhões de anos atrás, no momento o primeiro registro conhecido ocorreu durante o período Jurássico (199-144 milhões de anos atrás), com o mais antigos fósseis conhecidos são do Cretáceo (144-65 milhões de anos atrás). Acredita-se que tenham evoluído na América do Sul, espalhando-se inicialmente para o norte do continente Laurásia e re-entrando nos trópicos pelo norte do país. A família Culicidae, pertence à ordem Diptera e contém cerca de 3600 espécies em três subfamílias: Anophelinae (3 gêneros), o Culicinae (pelo menos 37 gêneros e mais de 80% de todas as espécies) e os Toxorhynchitinae (1 gênero).
 
Doenças transmitidas pelos Mosquitos
Maleita ou malária: um plasmódio que é transmitido por algumas espécies de Anopheles. A maioria desses insetos possui hábito noturno, ou seja, as fêmeas vão em busca do sangue nesse período, durante o dia ficam abrigados protegendo-se do excesso de luz e vento.
 
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Dengue
Causada por um vírus e transmitida por Aedes aegypti e por outras espécies de Aedes. Seu nome se deve ao fato de ter sido originalmente descrito do Egito, foi "distribuído" pelo homem através de embarcações, trens entre outras formas. No Brasil está sempre próximo ao domicílio humano, raramente em ambientes silvestres. Sua importância se dá ao fato de ser transmissor da Febre Amarela e Dengue. Para se procriar procura recipientes artificiais que se enchem de água de chuvas quando abandonados a céu aberto, esses recipientes podem ser caixas d'água, pneus, latas, vasos, piscinas e aquários abandonados etc., sendo que procuram por água limpa. Ovos desse mosquito quando colocado sob as paredes de recipientes podem resistir sem água por muitos meses, portanto quando cheios novamente pela água da chuva, por exemplo, tem-se um novo ciclo se formando.
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Cada fêmea de Aedes aegypti produz de 70 a 150 ovos. Seu ciclo evolutivo dura de 11 a 18 dias, e o adulto chega a viver 154 dias. Em um mês a fêmea pode se alimentar 12 vezes (repastos sangüíneos), picando várias pessoas, isso é importante, pois quanto mais vezes e mais pessoas a fêmea picar, maior a chance de poder transmitir doenças.
 
Filariose
Causada por um verme que é transmitido principalmente por espécies de Culex, Conhecido como "pernilongo comum", esse mosquito é o principal vetor da filariose humana, conhecida também como elefantíase . As filárias têm o corpo fino e alongado. Elas são transmitidas para o homem através da picada do Culex (quando este está infectado), nesse momento as larvas das filárias caem no sangue do homem que é o hospedeiro definitivo, onde irão se reproduzir. Os adultos desses parasitas ficam no sistema linfático e as suas larvas circulam por todo o corpo. Causam feridas e inflamações, chegando a causar hipertrofia no local da ferida. Esse mosquito possui hábito noturno, o que quer dizer que costuma picar durante a noite (diferente do Aedes). É um inseto bem adaptado aos costumes humanos, procriando-se com facilidade em águas poluídas.
 
Leishmaniose
A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico da pessoa infectada. Esta doença pode se manifestar de duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.
A leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta (esta forma é conhecida como “ferida brava”). A visceral ou calazar é uma doença sistêmica, pois afeta vários órgãos, sendo que os mais acometidos são o fígado, baço e medula óssea. Sua evolução é longa podendo, em alguns casos, até ultrapassar o período de um ano.
Sua transmissão se dá através de mosquitos que se alimentam de sangue, e, que , dependendo da localidade, recebem nomes diferentes, tais como: mosquito palha, tatuquira, asa branca, cangalinha, asa dura, palhinha ou birigui. Por serem muito pequenos, estes mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas.
 
Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.
A melhor forma de se prevenir contra esta doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo a mata, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas, etc.
Esta doença deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.
 
Prevenção e controle     
Os objetivos de qualquer programa de controle de mosquitos devem ser: evitar picadas de mosquito, manter as populações a um nível aceitável, minimizar  contato entr e mosquito e vertebrados, e reduzir a fertilidade das fêmeas.  Todas estas medidas visam minimizar o desconforto e os efeitos negativos da picada e perda de sangue e interromper a transmissão de patógenos.
 
Modificação do Habitat
Como resultado da estreita relação e impacto causado pelos mosquitos na população humana, a modificação física de lugares onde os mosquitos possam pôr ovos, as larvas e pupas se desenvolvem, a lugares onde os adultos interagem com os seres humanos.
agua-paradaEliminar locais que acumulem água, propiciando a reprodução de mosquitos.
O que mais demanda trabalho é a redução das áreas onde os mosquitos depositam os ovos e desenvolvem as larvas. Isto inclui principalmente, alteração do nível de disponibilidade ou eliminar a água. Por exemplo, colocar bolas de plástico flutuando na superfície da água das áreas utilizadas pelos mosquitos para deposito dos ovos e desenvolvimento de suas larvas tem sido muito eficaz.
No entanto, é óbvio que este é um quadro útil em uma escala pequena, mas significativa. Eliminar recipientes (naturais e artificiais) que coletam água, como pneus de veículos, vasos, e qualquer recipiente ao ar livre com água.
Controle Biológico
Em matéria de controle biológico tem sido tentado e ainda estão tentando encontrar organismos que consomem ou interferem com qualquer um dos quatro estágios de vida do mosquito. Podemos fazer menção de várias estratégias que tem tido algum efeito, entre elas, uso de predadores aquáticos que consomem larvas e pupas, peixe Gambusia affinis e Fundulus spp. Outros peixes como Tilápia e Cyprinus que removem vegetação aquática que proporciona abrigo para mosquitos.
Entre as muitas espécies de organismos que têm sido procuradas que podem exercer algum controle sobre mosquitos, devemos salientar as bactérias thuriengiensis Bacillus. israelensis ou IPV. Neste caso, é um larvicida e morre como resultado da ingestão de uma toxina de proteína cristalina produzida pela célula durante a esporulação. Esta toxina afeta o intestino e, assim, a digestão, causando a morte da larva.
Controle Genético
Este é um método dentro do controle biológico que está em fase experimental devido aos resultados limitados. Suas  estratégias visam à liberação de machos estéreis ou incompatíveis resultando em um declínio da população, e também a liberação dos vetores naturais.
 
Controle Químico
larvicidaLarvicidas são colocados na água, onde as larvas se desenvolvem ou onde a água se acumula, proporcionando um ambiente adequado para a oviposição e desenvolvimento larval.
Entre os aprovados para o uso estão hoje, o óleo mineral, organofosforados e reguladores de crescimento de insetos. Os óleos de rápida degradação são dispersos para cobrir a superfície da água, o que sufoca larvas e pupas. O regulador de crescimento mimetiza um hormônio juvenil e interfere na metamorfose e na emergência de adultos. A escolha do tipo e da formulação do larvicida depende da biologia do mosquito, o tipo e o tamanho do habitat. Alguns permitem que você aplique quando a área está seca e, em seguida, é ativado quando a região fica alagada. Antigamente, esses produtos eram parte de um arsenal de estratégias no controle da malária a nível mundial.
Inseticidas
Existem várias formas de aplicação de inseticidas, destacando- se residual, fumacê e ultrabaixo volume. Em escala maior, o residual é usado com aplicações de inseticidas nas paredes internas e externas das casas e nos abrigos de animais domésticos, considerados locais de repouso dos mosquitos domiciliares.
inseticida
O inseticida de escolha é o DDT em vista de seu baixo custo e alto efeito inseticida. No Brasil, a Fundação Nacional de Saúde não utiliza mais o DDT em suas atividades antianofélicos, mesmo na Amazônia; a recomendação atual é de se usarem piretróides, que, apesar do preço elevado, possuem ótima ação inseticida e nocividade ambiental irrelevante. Outros inseticidas sintéticos a base de organofosforados e carbanatos também são utilizados, porém necessitam de aplicações mais frequentes (cada dois a três meses).
 
Fumacê
O tratamento por aspersão (fumacê) é usado principalmente em epidemias para matar rapidamente os mosquitos adultos que estão infectados, evitando assim a disseminação de doenças. Os inseticidas são vaporizados nos dispersores em altas temperaturas (acima de 200°C) e podem ser aplicados por veículos ou por uma pessoa. Os aerossóis de ultrabaixo volume (UBV), que são também produzidos por máquinas, podem usar os inseticidas Malathion, Fenitrothion ou Permetrina e aplicados por veículos de modo que possam cobrir uma área grande num tempo curto.
 
Controle Comportamental (Atraentes)
Este método consiste em atrair e capturar os insetos em armadilhas, reduzindo a população de insetos a níveis toleráveis. Este método é utilizado na agricultura para o controle de vários insetos-praga, porém na Entomologia Médica-Veterinária é usado apenas para o controle de alguns insetos, como, por exemplo, a mosca tsé-tsé (Glossina morsitans) no Zimbábue. Este método alternativo de controle de insetos tem sido extensivamente estudado em todo o mundo, inclusive no Brasil. Atualmente, este método está sendo usado experimentalmente para monitorar fêmeas grávidas de Aedes aegypti em áreas urbanas por meio de armadilhas de oviposição em atraentes. Os atraentes são voláteis, provenientes de infusões de matéria orgânica (ex.: gramíneas) que atraem fêmeas grávidas de mosquitos para a oviposição. Outros atraentes que estão sendo pesquisados e apresentam grande potencial para capturar mosquitos adultos são originados dos voláteis do odor humano, que atraem fêmeas para o repasto sanguíneo (ex.: CO2, octenol, ácido láctico e outros voláteis). Armadilhas luminosas também são utilizadas para capturar mosquitos em áreas silvestres.
 
Unesp descobre uma substância que repele e mata o mosquito da dengue
Pesquisadores da Unesp de Rio Claro (SP) criaram uma substância capaz de repelir e matar o mosquito da dengue. A fórmula tem uma bactéria tirada do solo contaminado com petróleo. Experimentos de laboratório já demonstraram a eficiência do produto, entrentato, para chegar ao mercado, ainda é preciso baratear os custos de produção. Leia mais
 
Armadilha caseira para mosquito
armadilha-mosquito
 
Repelente natural contra mosquitos
Video reprodução: PUC-PR
 
Monitoramento
Esta atividade é crucial para um programa de controle eficaz, pois tem por objetivo determinar a distribuição, abundância e grau de atividade patogênica. A idéia é dispor de informações para agir diante de um grande problema.
 
Fonte: Portal Dedetização
Última modificação: Quinta, 07 Maio 2015 03:56

Comentários  

Ariovaldo de Castro
0 #1 Ariovaldo de Castro 14-04-2015 14:48
Armadilha; Odioso do Egito, espalhar nas residências de todo o Brasil, vasilhas tipo bacias raio 20., água limpa com.....sabão em pó, a espuma deixe evaporar
ai terás uma película nesta água limpíssima do jeito que os pernilongos gostam, e vejam o que acontece,
sabão em pó e água quase todo mundo tem em casa.
Observação: acabaremos na área urbana em cinco anos com esses mosquitos, para mordida de cobra cura-se com veneno de cobra, para o Odioso de a ele água limpa... com a soda que o sabão em pó tem.

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