Veja os resultados de outras Loterias

Mega
Lotomania
Quina
Lotofácil
Dupla
Timemania
Federal

Como eliminar cupins; acabe e previna-se de uma infestação

  • Por:  
  • Publicado em Pragas
Como eliminar cupins; acabe e previna-se de uma infestação - 3.3 out of 5 based on 74 votes
Publicidade
Cupins; Saiba como controlar e previnir insetos que tem por hábito de se alimentar de papéis, livros, estruturas de madeira. Como matar cupins caseiros.
Como eliminar cupins; acabe e previna-se de uma infestação CBN Foz Como eliminar cupins; acabe e previna-se de uma infestação
Cupins
Insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto.Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem. Restos fossilizados destes insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos.
 
 
livros-cupimCupins se alimentam de celulose, sendo principal vilão pela deterioração de papéis e livros.
Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental na natureza, na decomposição de matéria orgânica, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.
No entanto, desde que o homem começou a construir habitações e outras estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Assim, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.
 
cupim-madeira
 
Diferença entre cupins e formigas
Como insetos sociais, cupins e formigas têm em comum vários comportamentos e adaptações decorrentes deste fato. Mas, na verdade, não são "parentes próximos" e apresentam diferenças de forma.
Por exemplo:
— Presença de "cintura" nas formigas e ausência de cintura nos cupins.
— Antenas em "cotovelo" nas formigas e antenas retas nos cupins.
diferenca-cupim-formiga
Uma diferença interessante em termos de comportamento:
Entre os cupins, o macho (rei) permanece com a fêmea-rainha depois da revoada, auxilia na construção inicial do ninho e a fertiliza várias vezes enquanto a colônia se desenvolve. Entre as formigas, o(s) macho(s) fecunda(m) durante o vôo nupcial e morre(m) em seguida.
 
Cupins de madeira seca e Cupins Subterrâneos
Existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Dependendo da localização e do formato do ninho, podemos citar, por exemplo, os cupins de montículo, responsáveis por prejuízos na lavoura, os cupins de madeira podre ou úmida, os cupins de madeira seca, os cupins arbóreos, os cupins subterrâneos, etc.
Dois grupos de cupins que são conhecidos por causarem grandes danos econômicos ao homem: os cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos.
termite-woodsComo o nome indica, os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na própria madeira seca, ou seja, toda a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento.
O cupim subterrâneo, por sua vez, faz o ninho no solo, geralmente próximo a uma fonte de umidade ou alimento. Assim, diferente dos cupins de madeira seca, os cupins subterrâneos saem do ninho em busca de alimento.
Estes dois grupos de cupins apresentam comportamentos completamente diferentes entre si, e conhecer este comportamento e a sua biologia é fundamental para que possamos entender as estratégias recomendadas para o controle destes insetos.
 
Métodos de Prevenção aqui
De uma maneira geral, prevenir uma infestação de qualquer praga implica em se impedir o acesso desta praga ao ambiente estudado e a limitar a disponibilidade de fatores que permitam sua sobrevivência. Estes fatores são basicamente três: alimento, umidade e abrigo.
 
Vias de acesso
De acordo com estudos realizados sobre o comportamento dos cupins, chegou-se conclusão que eles podem penetrar em uma estrutura de várias maneiras, sendo as principais:
Revoadas
Através da revoada dos alados 
Colônias de cupins subterrâneos e de cupins de madeira seca são formadas a partir da revoada dos alados. Conseqüentemente, a infestação de ambos os cupins pode ter origem na revoada. A sobrevivência deles e o sucesso na formação de um novo ninho irá depender da disponibilidade do abrigo. Os alados de cupins de madeira seca irão procurar por madeira para se abrigarem e formar a colônia e os alados de cupins subterrâneos poderão ter preferência pelo solo, seja ele solo de floreiras, vasos e jardins, ou pela madeira, desde que esteja próxima a um ponto de umidade.
 
Através de madeiras já infestadas
A colocação de madeiras já infestadas com cupim de madeira seca, em contato com outras, permite que o ataque inicial se estenda à outra madeira. Por outro lado, o transporte de madeira em grande quantidade, com um ataque pronunciado de cupins subterrâneos, pode fazer com que os indivíduos remanescentes formem uma outra colônia por cisão da colônia principal.
 
Através de frestas e ranhuras
Os cupins subterrâneos, em sua busca por alimentos, entram nas edificações por rachaduras e frestas na estrutura, principalmente quando as mesmas se apresentam em uma área de contato com o solo ou próximas ao solo. Como frestas existentes na estrutura podemos citar os blocos ocos (tijolo "baiano"), juntas de dilatação, juntas frias existentes entre duas estruturas de concreto, inserções de canos hidráulicos e conduítes elétricos, rachaduras existentes em pisos de concreto, etc.
As formas aladas dos cupins também podem dar origem a uma infestação na estrutura, embora esta possibilidade seja particularmente pouco expressiva quando comparada com infestações originadas por colônias localizadas no solo. Neste particular, novamente as rachaduras e frestas na estrutura desempenham um papel fundamental na proliferação desta infestação para outros locais da estrutura.
Desta maneira, quer a infestação seja originada de colônias estabelecidas no solo ou de cupins alados que formarão seus ninhos na estrutura, rachaduras e frestas são fundamentais para que o cupim adentre a estrutura e devem ser, por este motivo, corrigidas.
 
Fatores que favorecem o ataque
Dentre os fatores que favorecem a intensidade de infestação por cupins em uma estrutura quando se encontram nas proximidades da mesma, podemos citar:
Enterrio de entulhos
É muito comum em prédios, durante a construção, que restos de madeira utilizados nas formas de concreto, sejam deixados nos chamados "caixões perdidos", espaços entre um andar e outro sem função específica, a fim de diminuir custos com o descarte de entulhos. Da mesma maneira, o solo ao redor da estrutura é utilizado para o enterrio deste material, rico em celulose, que se transforma em fonte de alimento para os cupins, favorecendo a proliferação destes insetos ao redor da construção. Em sua busca contínua por novas fontes de alimento, os cupins encontrarão passagens naturais para infestarem a estrutura.
 
Espaços entre estruturas, tais como vãos livres e frestas
Estes espaços, muitas vezes pouco ventilados, permitem um abrigo útil ao desenvolvimento de uma colônia sem que seja perturbada por fatores externos. Muitas colônias em prédios são encontradas nestes espaços disponíveis na estrutura.
 
Solos orgânicos (com raízes abaixo das construções)
Da mesma maneira, raízes deixadas abaixo de construções são fonte de material celulósico, servindo de alimento para cupins.
 
Árvores cortadas ou agredidas (mal podadas)
Quando os troncos de árvores são cortadas e seus raizames são deixados no solo, eles se tornam fonte de alimento para cupins. Muitas vezes, em inspeções, encontramos ninhos de cupins associados ao raizame morto de uma árvore cortada. Nestas situações vale a pena retirá-los do solo por ocasião do corte do tronco.
Já árvores mal podadas ou agredidas, apresentam ferimentos onde os cupins alados podem se alojar e, a partir daí, desenvolverem uma colônia.
 
Condições de umidade
Áreas mal drenadas em gramados e outras condições que favorecem a umidade excessiva em um determinado local (tal como colocar pneu em volta de árvores, áreas com torneiras gotejando, etc.), podem favorecer o desenvolvimento de cupins pelo fato dos mesmos necessitarem de umidade para sobreviver. Estas condições de umidade devem ser corrigidas para um efetivo controle da infestação.
 
outras medidas preventivas
Existem ainda, uma série de medidas que podem ser consideradas preventivas do ataque de cupins, a saber:
Uso de madeiras tratadas durante a construção do imóvel ou montagem dos móveis.
Colocação de telas (20 mesh) para prevenir a entrada de alados nas áreas internas da estrutura.
Uso de madeiras naturalmente mais resistentes.
Proteção da superfície exterior das madeiras com tintas, vernizes ou outras coberturas apropriadas, com o objetivo de tapar frestas e ranhuras onde os cupins possam se alojar.
 
 Métodos de Controle
O uso de alguns produtos para o controle de cupins é restrito a entidades especializadas e, mesmo produtos de venda livre devem ser manipulados com segurança por profissionais que conheçam o seu ofício. Recomendamos que, após compreendido o tipo de tratamento que será necessário fazer, seja solicitado um orçamento para controle de uma empresa especializada no controle de pragas urbanas. O ponto mais importante na contratação de uma empresa profissional é a certeza de estarem utilizando as ferramentas corretas para fazer o controle, com toda a segurança para os moradores ou frequentadores da estrutura tratada e os termos de garantia de controle.
controle-cupim-madeira
Os métodos de controle tem como objetivo básico o controle dos dois principais grupos de cupins de importância econômica no Brasil: os cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos.
Controle de Cupins de Madeira Seca
Os métodos de controle de cupins de madeira seca consistem basicamente de:
a. Remoção da madeira atacada
b. Fumigação
c. Tratamento da madeira
Os cupins de madeira seca ficam restritos à peça atacada. No entanto, a remoção da madeira infestada elimina uma fonte contínua de novas infestações de cupins, através das revoadas, como já vimos e deve ser a primeira providência a ser tomada, quando possível.
A madeira que substituirá a anterior deverá ser devidamente tratada, a fim de evitar que novas infestações por cupins ocorram. Caso contrário, a substituição da madeira passa a ser apenas uma medida paliativa de controle.
 
 
Nos Estados Unidos, este é o método mais comum para o controle de cupins de madeira seca onde o ataque deste inseto encontra-se disseminado de maneira extensiva na estrutura inspecionada.
fumicacao-estados-unidos Trata-se da aplicação de um produto na forma de gás que penetra em todos os pontos da madeira, contaminando os cupins ou outros insetos infestantes da estrutura. Neste tipo de aplicação, a casa é coberta por uma lona plástica impermeável ao gás, sendo o mesmo aplicado apenas por profissionais devidamente treinados.
A grande vantagem do uso do gás é a sua dispersão rápida e uniforme em toda a área a ser tratada, penetrando em todos os vãos estruturais que potencialmente podem estar infestados pela praga. A grande desvantagem é que o uso de gás não deixa residual, ou seja, toda a estrutura tratada fica ainda susceptível à novas infestações externas tão logo o tratamento termine.
No Brasil, o uso de gases para o controle de cupins ainda não é regulamentado, não havendo nenhum produto registrado para este fim. Câmaras com CO2 (gás carbônico) podem ser utilizadas para o controle de cupins de madeira seca em algumas peças específicas.
 
Tratamento da madeira
O tratamento direto da madeira infestada é recomendado para infestações mais restritas. Neste caso, um cupinicida é injetado diretamente na madeira, através de furos feitos na mesma, procurando-se atingir as galerias colonizadas pelos insetos.
Após a colocação do cupinicida, os furos na madeira devem ser fechados. Para este tratamento, normalmente são utilizadas soluções com solventes orgânicos (querosene por exemplo) em vez de soluções com água, uma vez que a água na madeira pode criar condições para a proliferação de fungos ou, em alguns casos, danificar a madeira, como no caso de compensados.

Outras alternativas
Dentre outras opções de controle, ainda pouco desenvolvidas na prática, encontra-se o tratamento térmico da madeira. Cupins de madeira seca podem morrer quando as estruturas infestadas são expostas ao calor de 66oC por 1h30min ou por quatro horas em uma câmara à 60oC. Da mesma forma, cupins submetidos ao frio podem morrer, como por exemplo, quando peças atacadas são expostas a uma temperatura de 10oC negativos, por quatro dias.

Uma outra tecnologia alternativa de controle de cupins de madeira seca é o tratamento por descargas elétricas, que permite que a corrente elétrica penetre na madeira e circule pelas galerias e ninhos de cupins de madeira seca, matando esses insetos através de choques elétricos.

Os tratamentos alternativos tem aplicação limitada na prática.

Controle de Cupins Subterrâneos
Cupins subterrâneos necessitam de umidade para sobreviver e por causa disto colônias são geralmente encontradas no solo.
cupim-subterraneo-tocaOs operários deixam a colônia em busca de alimentos retornando à colônia para alimentar outras castas (soldados, reprodutores alados, rei e rainha) e em busca de umidade.
A necessidade de umidade é uma característica que pode ser utilizada para ajudar no controle destes insetos. Assim, locais onde pisos de madeira ou outras estruturas de madeira encontram-se em contato constante com o solo úmido são alvo fácil destes cupins. Alterações mecânicas, incluindo eliminação de pontos de contato da madeira com o solo, substituição de madeira ou objetos atacados, remoção de restos de celulose e redução do excesso de umidade na estrutura podem também ajudar no controle de infestações de cupins.

Quatro estratégias básicas devem ser consideradas para se controlar cupins subterrâneos:

a) Alterações mecânicas
b) Tratamento de solo
c) Uso de iscas
d) Tratamento de madeira

Alterações Mecânicas
Chamamos de alterações mecânicas qualquer medida que faça com que a estrutura fique menos susceptível ao ataque de cupins. Estas medidas podem incluir:
  1. Alterações estruturais feitas com o objetivo de se evitar o acesso de cupins ao alimento ou à umidade. Neste caso, assumimos que a estrutura já esteja construída, não restando outra alternativa senão corrigir situações que levem à proliferação da população de cupins, como corrigir pontos de umidade, vãos estruturais, etc.
  2. Instalação de barreiras mecânicas (como chapas metálicas), para impedir a entrada de cupins.
  3. Remoção de entulhos de celulose ou excesso de umidade do ambiente, corrigindo-se problemas de vazamento nas tubulações hidráulicas, paredes com problema de impermeabilização, pontos de acúmulo de água no terreno, etc.
  4. Criação de mecanismos que facilitem a inspeção de áreas críticas ou vulneráveis da estrutura. Como por exemplo, construção de portas de acesso a caixões perdidos em edifícios, porões ou telhados de casas.
Tratamento de Solo ou Barreira Química
No caso de cupins de madeira seca, o tratamento direto da madeira atacada, injetando-se uma solução cupinicida nas galerias que formam o ninho do cupim que, é efetivo para o controle da infestação, pois a colônia encontra-se restrita à peça atacada.
Já no caso de cupins subterrâneos, a colônia encontra-se fora do local de ataque. Desta maneira o tratamento da peça atacada não é suficiente para controlar a infestação, pois os cupins simplesmente podem passar a atacar outro local ainda não tratado.
Assim, duas alternativas podem ser adotadas para o controle de cupins subterrâneos: o uso de uma barreira química ao redor da estrutura e o uso de iscas colocadas no solo.
A barreira química nada mais é do que o tratamento do solo imediatamente adjacente à estrutura com o objetivo de evitar com que o cupim encontre frestas de acesso à mesma, havendo necessidade de se tratar tanto o solo abaixo da estrutura (interior) quanto ao solo ao seu redor (exterior), próximos à fundação da estrutura.
As intervenções necessárias para se fazer este tratamento em estruturas envolvem um trabalho intensivo, apresentando muitas vezes necessidade de se furarem pisos e paredes. Desta maneira, as melhores oportunidades para se tratar cupins aparecem durante as reformas de imóveis, quando se tem maior liberdade para realizar as intervenções necessárias. Outra oportunidade a ser considerada é o tratamento do solo durante a construção do imóvel, prevenindo-se assim futuros ataques.
Aplicações no Exterior da Estrutura
Quando o acesso ao solo é fácil, pode se fazer uma valeta para o tratamento do exterior da estrutura. Este método envolve cavar uma valeta ao longo do perímetro externo da fundação e então aplicar a solução cupinicida. O solo é recolocado na valeta a medida em que é colocado o cupinicida, de modo a ser igualmente tratado. A valeta deve ser cavada em um ângulo tal que forme uma cunha contra a fundação. Desta maneira, a solução cupinicida tenderá a se depositar próximo à estrutura e não longe dela. A valeta deve ser cavada tão profundamente o possível para atingir o topo da sapata. Em alguns casos, pode ser interessante que a valeta seja preenchida com um pouco mais de terra tratada de maneira a evitar que aja acúmulo de água próximo ao perímetro externo da estrutura.
O uso de valetas é limitado à fundações com uma profundidade de no máximo 45 centímetros. Fundações mais profundas exigem que se injete o produto no solo para que ele possa penetrar em todo o perfil a ser tratado. Esta técnica envolve a colocação do produto, sob pressão, através da superfície do solo, com um equipamento injetor direcionado ao topo da sapata. Sempre quando possível, a valeta deve ser usada em conjunto com a injeção de solo. A valeta ajuda a evitar que a calda aplicada saia da área tratada. O injetor deve ser inserido cerca de 15 centímetros de distância da estrutura, formando um pequeno ângulo com o solo de modo a se aproximar da fundação. Este procedimento, assim como o ângulo da valeta, assegura que o produto aplicado se mantenha próximo à estrutura da casa. O produto deve ser injetado a intervalos regulares de 30 centímetros no solo, de maneira a formar uma barreira contínua contra os cupins ao redor da estrutura. Como no método da valeta, o solo retirado do local deve ser tratado com a solução cupinicida quando é colocado de volta.
Aplicações no Interior da Estrutura
Para se atingir o outro lado da fundação, é necessário tratar o solo abaixo da estrutura, injetando-se o produto através do piso de cimento, no interior da estrutura. O tratamento de solo no interior da estrutura só é possível com o estabelecimento de furos verticais através do cimento próximos às paredes estruturais.
O tratamento apropriado de estruturas de cimento envolve a aplicação da solução cupinicida em áreas onde os cupins podem entrar na estrutura através do cimento, através de juntas de expansão, falhas no cimento e aberturas através de encanamentos de água ou elétricos.
Aplicações no Interior da Estrutura     
Quando um piso de cimento impede o acesso ao solo para o estabalecimento de uma barreira química ao redor, ou dentro de uma estrutura, é necessário furá-lo para a posterior injeção do produto através dos furos.
    
Nestes casos, as perfurações são usualmente feitas de 30 a 45 centímetros de distância uma das outras, dependendo do tipo de solo e grau de compactação e a cerca de 7 centímetros das paredes estruturais.
O tratamento do interior de construções com estrutura de cimento envolve riscos específicos por causa da presença de encanamentos que podem atravessar o piso, tanto de gás, quanto de água ou até mesmo tubulações elétricas. Estas tubulações podem ser danificadas por ocasião da perfuração do piso para a aplicação do produto.
Por causa dos riscos inerentes ao tratamento, como mencionamos acima, o controle de cupins subterrâneos requer obrigatoriamente a contratação de uma empresa especializada para a realização do serviço. Não obstante, todos os cupinicidas registrados para este fim são de uso profissional, podendo apenas serem manipulados por empresas especializadas.
A necessidade de furos em toda a estrutura é um trabalho intensivo e muitas vezes de difícil orçamentação o que faz com que, muitas vezes, a empresa responsável não o considere como parte do tratamento de cupins subterrâneos. Este procedimento pode levar a um tratamento incompleto e posterior reincidência do ataque de cupins naquela estrutura. Assegurar-se que a empresa fará um tratamento correto da estrutura é imprescindível para o efetivo controle deste cupim, assim como selecionar uma empresa devidamente capacitada para a realização deste serviço.
O método de iscagem consiste em colocar armadilhas celulósicas ao redor de uma estrutura (casas, edifícios, etc.) de modo que o cupim tenha contato com as mesmas durante a procura de alimentos. Ao ser detectada a presença de cupins nas armadilhas a isca celulósica que se encontra dentro das armadilhas é substituida por uma isca que contém uma substância reguladora de crescimento na qual o cupim passará a se alimentar sem no entanto detectar sua presença. O cupim operário voltará então a colônia e alimentará seus companheiros através da trofalaxia e contaminará assim toda a colônia gradativamente. Este produto irá atuar no crescimento das formas jovens, impedindo a muda e conseqüentemente matando os cupins. A grande vantagem deste método é a completa eliminação da colônia, o que não é conseguido com o tratamento químico convencional podendo ser utilizada junto com outros métodos no controle integrado de cupins subterrâneos.
isca-subterranea
O uso de iscas para o controle de cupins subterrâneos é comum nos Estados Unidos, onde foram lançadas há mais de 5 anos. No Brasil, as iscas Recruit II e Recruit AG, da Dow AgroSciences, que fazem parte do Sistema Sentricon de Eliminação de Colônias de Cupins, foram lançadas em 2001. Através deste sistema, os cupins operários se alimentam em um material celulósico que contém o ingrediente ativo e, sem perceberem, distribuem o produto por toda a colônia ao alimentarem outros indivíduos, sendo totalmente eliminados sem a necessidade de quebra de paredes, furação no piso e outras intervenções comuns ao tratamento convencional. É importante frisar que o Sistema Sentricon* é o único sistema de eliminação de colônias de cupins que dispensa o tratamento convencional. Existem no mercado outras iscas para cupins que tem que ser utilizadas em conjunto com o tratamento convencional, sendo importante o consumidor distinguir o Sistema Sentricon* e outros produtos.
Tratamento de Madeira
O tratamento das madeiras infestadas, conforme mencionamos acima, é apenas de carácter paliativo quando se trata de cupins subterrâneos. Deve-se ter em mente que o tratamento da madeira já colocada na estrutura é sempre limitado, deixando-se sempre pontos sem tratamento que poderão ser infestados pelo cupim posteriormente.
No caso de cupins subterrâneos, o uso de madeiras já tratadas durante a construção ou reforma de uma determinada estrutura, seja ela para fins residenciais ou comerciais, deve ser priorizado como uma estratégia de prevenção dos ataques futuros. Isto não impedirá o cupim de entrar na estrutura, como já vimos. Mas com certeza diminuirá os danos que ele possa causar, evitando com que consuma a madeira tratada.
Fonte: Dow AgroSciences
Última modificação: Quinta, 07 Maio 2015 03:47

Tópicos relacionados


Comentários  

Luciene Santos
+1 #2 Luciene Santos 30-01-2016 11:08
Muito útil e de fácil entendimento. Obrigada,
marlete lecheta
+3 #1 marlete lecheta 30-04-2015 00:52
muito bem explicado gostei.

Adicionar comentário

Importante: O conteúdo postado neste espaço é de responsabilidade do autor.


Código de segurança
Atualizar

Entre para postar comentários