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Arquiteta leva o design e a construção para a escola

  • Por:  CBN Foz
  • Publicado em E-educação
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Projeto apresentado no SXSWEdu, nos EUA, possibilita que alunos do ensino médio projetem e construam prédios para a comunidade

Destaque Arquiteta leva o design e a construção para a escola

O que 10 alunos de ensino médio conseguem fazer com suas próprias mãos ao longo de um ano? Na escola rural de Bertie County, uma das regiões mais pobres da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, orientados por dois arquitetos que desenharam o currículo de um curso que utiliza o design e a arquitetura para promover aprendizado, estudantes do segundo ano projetaram e construíram um mercado para a comunidade. Essa experiência, que está documentada no filme If You Bild It, foi apresentada pela arquiteta e designer humanitária Emily Pilloton, na quarta-feira, no SXSWEdu, em Austin, nos Estados Unidos.

“A melhor educação acontece quando o aprendizado se dá ao fazer coisas para outras pessoas. Quando os alunos entram na nossa classe, queremos que eles entendam que construir é algo que pode ajudá-los, mas também pode impactar outros”, afirmou a fundadora da ONG Project H, de Humanity (humanidade), Habitats (hábitos), Health (saúde) e Happiness (felicidade).

Pilloton decidiu criar a ONG há sete anos, depois de passar alguns meses trabalhando no mercado tradicional de arquitetura e se dar conta que suas tarefas de rotina não tinham relação alguma com o que gostava de fazer: resolver problemas com criatividade. Convidada a ajudar o superintendente de Bertie County a superar os desafios educacionais da região, não se contentou em projetar novos espaços de aprendizagem, mas levou a arquitetura para dentro da sala de aula.

Ao longo de um ano, durante as três horas diárias de aula, a turma experimentou várias etapas do processo que leva à construção de um prédio. Primeiro, realizou uma pesquisa extensa de modelos de mercados pelo mundo, materiais e funcionalidades. Depois, o grupo desenhou e prototipou o projeto de um pavilhão de madeira, que foi apresentado e aprovado pelo prefeito do município. “O ano escolar acabou e eles tinham feito o projeto, mas faltava construí-lo. Em escritórios de arquitetura é normal você desenhar um prédio, apresentá-lo ao cliente e não se envolver mais. Mas eu queria provar para os meus estudantes que eles podiam construir o que tinham idealizado”, relembrou Pilloton.

Todo esse processo não aconteceu sem algumas dificuldades pelo caminho. Com formação em arquitetura, Pilloton e o seu parceiro no projeto e então namorado Matthew Miller tiveram algum trabalho para conseguir autorização para atuar como professores. Muitas pessoas da comunidade e da secretaria da educação também não aprovavam o trabalho e chegaram a ameaçá-los. E eles ainda tiveram que contornar imprevistos como a proibição para menores de 18 anos de usar furadeira elétrica no estado da Carolina do Norte. “Mas eu foquei nos estudantes, que estavam muito felizes, para ir até o fim”, lembrou sem nenhum arrependimento.

Ao final das férias, em outubro de 2011, o mercado cuja estrutura foi pré-fabricada na escola e depois transferida para o local escolhido pela comunidade estava pronta e instalada. Na inauguração para 2000 pessoas, os alunos receberam a chave do prefeito. “Me emociono ao lembrar de um deles dizendo: ‘eu tenho 17 anos, não sabia que podia fazer isso, mas agora quero voltar aqui com os meus filhos”, contou.
“É sempre empoderador dar oportunidade para meninas experimentarem coisas que elas não imaginavam fazer”

Para a arquiteta, que agora reproduz o mesmo curso chamado de Studio H na Califórnia, quando crianças constroem coisas maiores do que elas e que podem ajudar suas comunidades, a vida delas se transforma. “Eles se tornam confiantes e colaborativos”, disse. Neste ano escolar, seus alunos estão projetando duas casas para serem instaladas em estruturas móveis de trailers (modelo de moradia comum nos EUA), que serão doadas para uma instituição que assiste moradores de rua.

Como complemento a esse trabalho, a ONG ainda promove cursos de habilidades técnicas, como carpintaria, solda e eletrônica, para meninas de 9 a 12 anos. O objetivo é desenvolver tanto habilidades científicas como dar confiança às alunas. “É sempre empoderador dar oportunidade para meninas experimentarem coisas que elas não imaginavam fazer”, afirmou. O mesmo tipo de workshop também é oferecido para mães e professoras.


Fonte: Porvir

Última modificação: Segunda, 04 Maio 2015 11:34

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