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Reaproveitamento do lixo orgânico é tema da aula de geografia

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  • Publicado em Pernambuco
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No Brasil, cada habitante produz, em média, 1,1 kg de lixo por dia. São resíduos sólidos como papel, latas de alumínio, plásticos e resíduos orgânicos, como restos de alimentos. A crescente procupação com o lixo urbano e a importância dos aterros sanitários são temas da aula de geografia com o professor Kiko Santos, na reportagem exibida nesta terça-feira (28) pelo Projeto Educação.

O lixo que jogamos fora é recolhido das ruas e vai para os lixões, onde fica exposto, colocando em risco a vida de muitos catadores de recicláveis. Uma lei federal sancionada em 2010 recomenda a criação de aterros sanitários como forma de evitar danos à saúde pública. Os estados e municípios tinham até o dia 2 de agosto deste ano para acabar com os lixões, mas o prazo foi prorrogado.

Sem aterros sanitários, nove cidades da Zona Norte da Região Metropolitana do Recife depositam o lixo na Central de Tratamento de Resíduos de Pernambuco (CTR-PE), localizada no município de Igarassu, a 27 quilômetros da capital. São mais de 80 hectares, sendo 30 deles já ocupados. "O aterro sanitário é o local adequado para receber resíduos de indústrias, cidades, residências, que tem todo um cuidado com o meio ambiente. É um local apropriado  porque tem uma impermeabilização de base, drenos para gases e líquidos", explica o diretor técnico do CTR-PE, Laércio Chaves.

Depois de aterrado, o lixo é coberto por um plástico preto. No processo de decomposição dos resíduos embaixo da terra, o gás que resulta dessas reações químicas pode ser utilizado como fonte de energia. "O lixo orgânico, quando bem aproveitado, poderá gerar energia da decomposição dessa matéria orgânica, que vai produzir o metano", explica o professor Kiko Santos. Ele conta que o aproveitamento é feito com um aparelho chamado biodigestor, que produz o biogás, uma energia alternativa. "Energia essa que, quando queimada, também vai evitar a liberação desse metano na atmosfera, que é um gás maléfico, na questão do efeito estufa", detalha.

Além do biogás, a decomposição do lixo produz um líquido chamado chorume, que também pode ser reaproveitado. "Quando bem aproveitado, [o chorume] vai servir como adubo orgânico, então também é outro beneficio da utilização do lixo orgânico, que vai ser muito importante na produção agrícola no Brasil", pontua o docente.

Todos os dias, chegam 1.800 toneladas de lixo no aterro sanitário de Igarassu. Os resíduos não são mais recicláveis. Se não houver um descarte correto, os prejuízos podem ser grandes tanto para o meio ambiente como para a saúde do ser humano. "O xixi do rato contém uma bactéria que provoca leptospirose. Em um aterro sanitário, como o lixo está depositado de forma correta, a gente não vai ter a proliferação dessas pragas. É uma grande vantagem do aterro", diz o biólogo Arthur Costa.

O professor Kiko Santos lembra que, para que tudo funcione bem, a nossa participação no destino do lixo é fundamental. "A coleta seletiva iria reduzir muito o custo, ou seja, o gasto em relação à captação desse lixo", afirma.


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